Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 38 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração Tanuza Oliveira.

As 24 vagas da Alese em 2022 serão disputadas numa guerra de foice
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Francisco Gualberto: trabalhando para trocar Alese por Câmara Federal  

As 24 vagas de deputados estaduais de Sergipe para a legislatura de 2023 a 2026 vão ser disputadas no dia 2 de outubro do ano que vem numa verdadeira guerra de foice. Num salve-se quem puder. E no escuro.

A demonstração dessa possibilidade vem dos que estão dentro e querem renovar a permanência e dos que estão fora e querem entrar pela primeira vez.

Para se ter uma ideia disso, dos 24 atuais parlamentares, nada menos do que 19 são declaradamente candidatos ao retorno - ou 18 e meio. O que é naturalíssimo.

Naturalíssimo, sobretudo se se levar em conta que entre os 24, 12 - ou 50% deles - são figuras de primeiro mandato, eleitos ou eleitas que foram em 2018 e doidos ou doidas para espicharem por mais quatro anos as suas estadas ali.

Mas o gume afiado da foice não vem disso. Dessas disputas pela permanência. Se fossem 19 disputando as 24 vagas seria um passeio, uma lavada. Um chá de flor de maracujá.

O problema é que do lado de fora tem-se pelos menos a mesma quantidade de nomes vistosos dando toc-toc forte na porta da Alese, doidos para obter um passaporte de quatro anos de permanência ali.  

Dos 24 que já têm mandatos, devem ficar de fora de uma disputa pelo retorno os deputados Capitão Samuel, PSC, Francisco Gualberto, PT, Janier Mota, PL, Rodrigo Valadares, PTB, e Zezinho Guimarães, MDB.

Estes cinco agentes políticos estariam construindo outras possibilidades eleitorais, essencialmente as de disputarem mandatos federais - Janier amplia o leque, sonhando com isso ou ainda um encaixe numa disputa majoritária, como candidata a vice-governadora.

“Para a reeleição de deputada estadual acho que não irei. Será federal ou vice. Estou em paz e peço a Deus discernimento”, diz Janier Mota a esta Coluna Aparte.

Janier Mota, sonho duplo: a Câmara ou a Vice-Governadoria

Nos bastidores da Alese, tem-se como certa a possibilidade de Garibalde Mendonça, MDB, não disputar o retorno. Mas, apesar disso, ele não caracterizaria “uma vaga a menos”, porque apoiaria a candidatura do filho Breno Garibalde, DEM.

O rapaz foi eleito vereador de Aracaju no ano passado, e essa eventual candidatura funcionaria como se fosse Garibalde mesmo disputando o sétimo mandato, o que já dá a ele, mesmo nesta atual legislatura, a condição de o decano do Legislativo Estadual.

Apoiando o filho ou não, o fato é que Garibalde emite sinais claros de fastio no exercício do mandato - ele vem se elegendo e reelegendo desde 1998.

Daniele Garcia: gente de fora que bate forte à porta da Alese

No mais, são candidatos à reeleição - e isso aqui é ordem alfabética - Adailton Martins, PSD, Diná Almeida, MDB, Doutor Samuel, Cidadania; João Marcelo Montarroyos, PTC, parlamentar cujo mandato se iniciou agora em 2021 com a vaga deixada por Dilson de Agripino, que se elegeu prefeito de Tobias Barreto; Georgeo Passos, Cidadania, Gilmar Carvalho, PSC; Goretti Reis, PSD, Jeferson Andrade, PSD, e Iran Barbosa, PT.

E mais: Kitty Lima, Cidadania, Ibrain Monteiro, PSC, Luciano Bispo, MDB; Luciano Pimentel, que se reelegeu pelo PSB, mas não permanecerá neste partido; Maisa Mitidieri, PSD; Maria Mendonça, PSDB, Talysson de Valmir, PL, Vanderbal Marinho, PSC, e Zezinho Sobral, Podemos.  

Chico do Correio, ex-prefeito de Glória, em busca de vaga nova

De fora, querendo entrar, há quem aponte nomes fortes como Valadares Filho, Daniela Garcia, Breno Silveira, Chico do Correio, ex-prefeito de Nossa Senhora da Glória; Marival Santana, ex-prefeito de Simão Dias, Áurea Ribeiro, mãe do deputado federal Gustinho Ribeiro, Thiago Carvalho, o Thiago de Joaldo, irmão do prefeito Danilo de Joaldo, de Itabaianinha.

Seriam, daqui de fora, perto de 20 nomes taludos que estabeleceriam uma competitividade com os que estão hoje nos mandatos e que buscarão a reeleição. Uma guerra de foice, e ainda mais no escuro, seguramente deixará danos e causará baixas.

 

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José Augusto Mota
E mesmo que fosse avisado da falta de oxigênio, não tinha essa responsabilidade de manter o estoque, não minha opinião o responsável são os ministros que colocou toda a responsabilidade pra os governos e municípios, então cobrem deles, Bolsonaro e o ministro PAZUELO não tem culpa.