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Jozailto Lima

É jornalista há 39 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração / Tanuza Oliveira.

Belivaldo Chagas: “senador Eduardo Amorim engoliu corda e foi injusto comigo”
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Belivaldo Chagas: tirando chinfra com o concorrente Eduardo

De um desamor de carnaval, nasceu uma polêmica política entre os dois mais vistosos pré-candidatos ao Governo de Sergipe, Eduardo Amorim, PSDB, e Belivaldo Chagas, MDB, embora, oficialmente, ambos não tenham trocado palavra entre si no ciclo da festa.

A imagem zen-budista de um Eduardo Amorim, em retiro bucólico, espiritual e solitário de carnaval, com mochila nas costas em zona rural, teve uma repercussão avassaladora nas mídias sociais, com muita gente criticando-o por supostamente estar fora dos agitos carnavalescos justamente num ano eleitoral.

O direito ao retiro de Eduardo Amorim é algo assegurado e quase sagrado dele, apesar de soar mesmo meio imprudente em ano eleitoral, e sobre esse retiro Belivaldo Chagas não emitiu um mínimo pio.

Mas a opção de Eduardo virou um ti-ti-ti-ti com Belivaldo a partir do momento em que o gesto do tucano apareceu num texto do jornalista Orácio Oliveira confrontando a opção do medebista de, enquanto vice-governador, ter aproveitado os dias de Momo para sair inspecionando as realidades de um Estado que ele receberá como governador efetivo a partir de março.

Aliás, o texto de Orácio, publicado neste portal em forma de artigo, nem cita o nome de Eduardo expressamente: “Sei que muitos políticos brincaram o carnaval, embora vi nas redes sociais que um deles resolveu fazer trilha, caminhar em ambiente muito sossegado”, escreveu o jornalista no texto que teve acolhida aqui e em outros portais importantes do Estado.

Afoito, como não lhe parece ser no dia a dia, Eduardo Amorim deixou o texto do jornalista Orácio de lado e foi na canela de Belivaldo Chagas em declarações feita são NE Notícias. “Não passei o ano “quebrando” o Estado ou ajudando a “quebrar”, como fez o desgoverno do vice”, disse o tucano.

E chutou mais fundo: “Foi percebido que o vice-governador teve condições de curtir o carnaval, mas será que o servidor público teve como se programar diante dos salários permanentemente atrasados?”, questionou Eduardo. Na invernia de uma Quarta-Feira de Cinzas, na qual as notícias políticas são raras, as declarações do tucano viralizaram.

Afeito aos embates políticos, e decidido que vai mesmo à briga por um mandato de governador este ano, Belivaldo Chagas reagiu à fúria de Eduardo Amorim com um tanto de serenidade e uma certa ironia bíblica: reconhecendo que o conteúdo primeiro vazou de uma análise do jornalista Orácio Oliveira, que fora publicada aqui no JLPolítica, no NE Notícias e no Faxaju, Belivaldo concluiu: “E o pior é que eu não falei nada”.

E projetou uma recriminação: “O senador Eduardo Amorim engoliu corda e foi injusto comigo. Perdoai senhor, perdoai o senador. Ele não sabe o que diz”. Bem, se o Senhor Deus vai meter sua colher nessas desavenças de carnaval, isso certamente é algo que nem mesmo o ex-pastor Heleno Silva saberá precisar, não é mesmo Jony Marcos?

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