Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 39 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração / Tanuza Oliveira.

Capitão Samuel: “Eu estou numa vibe que possa me dar 30 mil votos” para deputado federal
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Capitão Samuel: mantém projeto de deputado federal e espera muitos dos parceiros

Este ano tem eleição para a escolha do futuro presidente do Brasil, dos próximos 27 governadores dos Estados, de um senador por cada um desses Estados, dos 513 deputados federais e dos deputados estaduais, que passam de mil - 1.035, especificamente. Vai ser um feirão democrático.

E nessa ciranda, muita gente vai tentar mudar de andar no patamar político. Entre os 24 deputados estaduais de Sergipe, por exemplo, há pelo menos dois que vão tentar trocar a Assembleia Legislativa pela Câmara Federal: Capitão Samuel, PSC, e Zezinho Guimarães, MDB.

Nesta quarta-feira, 12, Capitão Samuel, um militar com três mandatos de deputado estadual, conversou com a Coluna Aparte, disse do seu planejamento na disputa e especificamente do que pensa em nome de um eventual mandato em Brasília.

“Está mantido, sim, o meu projeto de disputar a Câmara Federal este ano. Eu aspiro o mandato de deputado federal em nome de um projeto social grande para ajudar o povo de Sergipe. A população está precisando muito”, diz ele.

A Coluna faz-lhe a provocação. Vamos fazer análise política: o senhor acha que está numa vibe que possa lhe garantir 70 mil votos para federal? Samuel não perde o estribo e nem cai da sela.

“Não. Eu estou numa vibe que possa me dar 30 mil votos. Isso é o que todo mundo diz e é o que eu tenho. Agora, tenho que me juntar com pessoas que tenha a vibe de outros 30 mil votos, para a gente se somar e o que tiver 30 mil e um votos ganha, se elege e leva”, responde.

O senhor está trabalhando com coeficiente de quantos votos mais ou menos para eleger um deputado federal esse ano? “Eu acredito que o partido que tiver 110 mil, faz um. Para o partido que eu for, espero que a gente consiga ter mais de 110 mil. Uns 120 mil votos, e que faça um federal”, responde.

Zezinho Guimarães, o outro que sonha com Brasília, anda chutando a tese de que quem é deputado estadual e planeja ser federal deve trabalhar com a ideia de que a sua última votação de 2018 deve ser dobrada em 2022. 

Capitão Samuel obteve 15.770 votos na última eleição para chegar a Alese. Se se aplicar a tese do Guimarães, ele iria a 31.540 em 2022 para federal. Samuel, sem saber a fundo dessa premissa do colega, prefere outra análise. “Aí a tese é dele, respeito, e que Deus abençoe que ele esteja certo. Mas eu vou é correr atrás de voto, que é o que eu tenho que fazer, e não ficar criando teses”, diz.

Mas um problema sério - seriíssimo, diga-se - se apresenta no horizonte eleitoral de Samuel: ele teve votações em escalas preocupantemente decrescentes de 2010 a 2018: 43.370 votos em 2010, 23.984 em 2014 e os desidratados 15.770 de 2018. De 2010 para 2018, Samuel viu sumirem 27.600 votos. Isso vale mais do que um mandato na Alese.

 Alheio a essas confabulações matemáticas, Samuel diz que vai construindo parcerias para federal com quem pretende disputar mandatos de deputado estadual este ano. “Há alguns amigos com quem estou conversando. Tem alguns amigos candidatos a estaduais que vão estar comigo. Também gente que tem mandato hoje, gente que já teve mandato. Eu prefiro é trabalhar e estou trabalhando”, diz.

Para além do mandato de deputado estadual, Capitão Samuel se ampara numa ação social promovida por ele com o Batalhão da Restauração, instituição que funciona a partir de 2017, mas que desde 2013 ele a toca efetivamente com sede no município de São Cristóvão. Dedica-se à reabilitação de  pessoas degradadas pelas drogas.

“Desde 2013 que a gente lida com esse trabalho. O custo mensal é impossível de mensurar, porque tem que alimentar 100 pessoas todos os dias. Se você botar R$ 10, isso aí dá mais de R$ 100 mil mensais. Mas eu peço doação - a gente vive de doação dos amigos, de ajuda, para manter carro. Prédio, estrutura. Temos colaboradores”, diz.

“Eu tenho ajuda do Governo Federal, que paga os homens e mulheres que trabalham conosco, e com a ajuda do Governo do Estado de Sergipe, através de emenda, ajuda para pagar combustível, manutenção de carro e alguma outra despesa. O restante são meus amigos privados que doam. Tenho dificuldade todo santo dia de manter todos esses quatro anos, mas Deus tem me providenciado desenvolver o trabalho do Batalhão da Restauração. Nenhuma Prefeitura de Sergipe me procurou pra ajudar, mas todas elas nos procuram para internar, e eu dou graças a Deus”, diz.

Para Capitão Samuel, o mandato de deputado federal pode ser mais virtuoso na manutenção do Batalhão do que o de estadual. Mas como deputado federal, o senhor não se distancia da realidade sergipana? “Creio que o federal estará mais perto, porque tem estrutura em emendas e vai poder servir mais à população. Um estadual não teria estrutura de emendas para fazer esse trabalho. Estou fazendo o meu trabalho há mais de seis anos e mesmo sem mandato vou continuar fazendo com amigos, do meu jeito, aquilo que para a população é justo”, diz ele

Samuel está, originalmente, no PSC esperando a tal da janela para mudar de legenda. “Ainda estamos escolhendo. Está todo mundo escolhendo, esperando a janela pra sair dos partidos. Estou no PSC, mas o PSC praticamente morreu em Sergipe. A gente está na escolha de partido que possa dar condições de eleger a todos”, afirma.

Foto: Rede Alese

 

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