Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 38 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração Tanuza Oliveira.

Dilson vai disputar Alese. Dividida, Tobias não chegará lá
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Dilson de Agripino volta atrás e admite disputar Alese

Por Jozailto Lima,
de Valparaiso (Chile)

Se as chances de Tobias Barreto, sétimo maior colégio eleitoral de Sergipe, de fazer um deputado estadual ano que vem estiverem casadas com a esperança de uma unidade entre oposicionistas e governistas municipais, é chegada a hora de tirar o cavalinho da chuva.

Nesta última terça-feira, enquanto o prefeito Diógenes Almeida, PMDB, anunciava uma série de medidas amargas na administração, a oposição se reunia e decidia a estratégia de pré-lançamento do nome do ex-prefeito Dilson de Agripino, PT, como candidato a deputado estadual.

Com esta finalidade, foi feita uma grande reunião na casa da ex-prefeita Marli Barreto com Dilson, outros ex-prefeitos, incluindo Antono Nery, e alguns vereadores oposicionistas. A coisa é séria.

Dilson de Agripino disse em *Aparte* outro dia que encerraria sua carreira política agora. Prefeito por duas vezes, pequeno empresário, ele avisou que cuidaria da vida pessoal – loja e dois sítios.

Mas aqui mesmo, e logo dias depois, já deu sinais de que repensaria esta opção. Agora, vem a reunião no dia em que Diógenes toma as decisões administrativas complexas.

A chance de um candidato único, por acharem todos que Tobias Barreto merece e precisa de uma representação política na Alese, certamente não se sustentará. É a utopia das utopias.

Para que isso de fato ocorresse, seria necessário desfazer-se uma grave desconfiança que separa Diógenes de Dilson e Dilson de Diógenes – os dois maiores líderes da política local.

E não há, absolutamente, nenhum sinal disso. As mudanças desta terça-feira, Diógenes as fez todas tendo Dilson, a quem sucedeu, como culpado. Os dois têm uma dívida mal acertada desde 2012, quando Diógenes chegou a pré-acertar que seu filho Júnior seria o vice de Dilson e em cima da hora houve descumprimento.

Diógenes, naquele jeitão empedernido de fazer política, tem mágoa dura disso. Dilson desconversa, diz que a culpa não foi só sua e bota até o finado Déda no pacote – não aceitaria o rebento de Diógenes.

Aqui nesse projeto de Alese entra uma velha questão de poder: Dilson e Diógenes detêm poderes políticos em Tobias Barreto. Em sendo assim, nenhum dos dois abrirá mão de seus interesses políticos para ver um nome em comum chegar à Alese e terminar a orfandade de representação da cidade.

Por essas e outras, tem-se aí a crônica de um tombo previsível: lançam-se nomes em cambulhadas – Diógenes pensa no filho ou na esposa -, virão outros candidatos de fora e, ao fim, a lavoura será toda perdida. É assim que a banda *não* toca.

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