Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 37 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Diógenes Almeida: “Meu sucessor terá mil vezes menos dificuldades do que tive”
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Diógenes Almeida: “Diná tem um perfil que não muda: é agregadora e serena, que tem maturidade e absorve as coisas”

Esta é uma afirmação do prefeito de Tobias Barreto, Diógenes Almeida, MDB, que pela segunda vez governa esta que é uma das dez cidades mais importantes de Sergipe. Pré-candidato à reeleição, e quer ser o sucessor de si mesmo.

E, no plano administrativo, Diógenes Almeida garante saber do que está falando. “Digo isso porque peguei uma Prefeitura sem certidão, praticamente falida e, mesmo assim, avançamos. Tenho certeza de que até meus adversários entendem que a Prefeitura hoje está organizada”, reforça ele.

Diógenes não esconde que trabalha para passar para si próprio, no dia 1º de janeiro de 2021, “um município totalmente organizado, enxuto e com as prioridades sempre sendo observadas”.

“Porque essa é a minha marca. Nós cuidamos dos recursos com critérios. Não desviamos, não temos funcionários-fantasmas, não fizemos festas para desviar dinheiro, não sofremos nenhum julgamento por corrupção”, avisa.

Conheça mais sobre a realidade administrativa da cidade de Tobias Barreto e o pensamento do gestor dela nessa breve entrevista que ele com concedeu à Coluna Aparte.

Aparte - Prefeito, a sua gestão à frente do município de Tobias Barreto lhe dá respaldo para pedir aos tobienses para renovar seu mandato por mais quatro anos?
Diógenes Almeida -
 Com certeza, porque nós avançamos, mesmo tendo passado por grandes dificuldades no início do mandato, que são dificuldades já esclarecidas pela própria imprensa, como as compensações fraudulentas da gestão passada e o Fundo de Participação zerado.

Aparte - E qual foi a solução adotada?
DA -
 Isso fez com que a gente se concentrasse nos poucos recursos disponíveis para administrar. E aí elegemos prioridades, dirigindo os recursos exatamente para o que o povo mais precisava. Porque esse é o nosso objetivo: cuidar do povo, do social, da saúde, da educação, e hoje somos referência em diversas dessas áreas. Sem falar no comércio e no fomento ao empreendedorismo. Priorizar o planejamento permitiu que o município pudesse realizar investimentos em todos esses setores, o que culminou na conclusão de obras que estavam abandonadas e também na criação de novos projetos de desenvolvimento para a cidade.  
Aparte - Que comparação pode ser feita entre o que o senhor encontrou em 1° de janeiro de 2017 e o que repassará em 1° de janeiro de 2021 ao futuro prefeito?
DA - Eu tenho certeza de que
, deixando a administração no fim desse ano, meu sucessor terá mil vezes menos dificuldades do que eu tive. Digo isso porque peguei uma Prefeitura sem certidão, praticamente falida e, mesmo assim, avançamos. Tenho certeza de que até meus adversários entendem que a Prefeitura hoje está organizada. Então, se for para entregar, entregarei um município totalmente organizado, enxuto e com as prioridades sempre sendo observadas. Porque essa é a minha marca. Nós cuidamos dos recursos com critérios. Não desviamos, não temos funcionários-fantasmas, não fizemos festas para desviar dinheiro, não sofremos nenhum julgamento por corrupção. Todos que me conhecem sabem que eu vou me preparar para continuar, mas, se eu não for, saberei entregar um município mostrando os avanços que fiz, diferentemente do que recebi.

Aparte - Como foi sua gestão na comparação entre a visão social e o aspecto meramente obreiro?
DA - 
Eu diria que essas duas atividade caminham juntas na gestão. É como se tivéssemos que trocar o pneu do carro com ele em movimento. Isso porque, enquanto tivemos que criar novos projetos estruturantes, também precisamos atender diligências de obras abandonadas, em alguns casos judicializadas. Por isso que eu sempre disse que meu antecessor tinha Lula, Dilma e Déda, e eu, além de pegar uma troca de presidente, ainda peguei um cenário de mudança econômica no país.

Aparte – E isso agravou mais a situação?
DA - 
Sim. Nesse contexto, Tobias Barreto vivenciou crises graves, como a hídrica, com a seca da barragem; a financeira, com a queda dos recursos, e agora, uma crise sanitária, com essa pandemia. Fora a crise de boataria e de credibilidade, porque essa história de que veio muito dinheiro para a Covid-19 nos prejudicou. Quem já não ouviu dizer que a gestão municipal recebe mais dinheiro toda vez que os casos aumentam?

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Aparte - Mas isso não é uma verdade?
DA -
Não. É bem pelo contrário. Estamos com um déficit de aproximadamente R$ 6,2 milhões até julho: R$ 3,5 milhões do Fundeb, R$ 2 milhões do ICMS e cerca de R$ 600 mil com a arrecadação própria. O que temos recebido do Governo é uma espécie de reparação a todas essas perdas.

Aparte - O que as pesquisas tem apontando sobre o projeto de reeleição do senhor na comparação com os demais concorrentes?
DA - 
Primeiro, queria agradecer ao reconhecimento que as pessoas estão tendo quando são entrevistadas nessas pesquisas, sempre nos colocando na liderança, com uma margem considerável entre nós e o segundo colocado. Isso mostra que estamos no caminho certo, que apesar das dificuldades que continuamos enfrentando, estamos avançando, com pouca conversa e muito trabalho.

Aparte - Além do MDB, que partidos darão suporte ao seu projeto eleitoral?
DA -
 O DEM, através de diálogos que tivemos com a senadora Maria do Carmo e com o presidente da Executiva Estadual José Carlos Machado e alguns outros partidos, como o Podemos, pelo qual a deputada Diná Almeida tem mandato. Até a convenção, tudo será definido.

Aparte - De onde virá o futuro candidato a vice-prefeito da sua chapa?
DA - 
De diversas conversas e reuniões que estão amadurecendo. Mas falar em vice ainda é prematuro e pouco produtivo para quem está disputando uma reeleição. Eu venho de uma experiência que não foi boa, porque meu vice rompeu comigo, continua recebendo os salários sem trabalhar e é hoje um adversário. Então, não foi parceiro, porque essa é a importância do vice: conhecer a administração e ser confiável. Confesso que isso tem me preocupado, porque o vice que tive só pensou em política e não em administrar comigo.

Aparte - Em que o mandato da deputada estadual Diná Almeida lhe ajudou nestes dois anos e no que contribuirá no processo sucessório?
DA - 
Diná, em primeiro lugar, é uma parceira de 44 anos de convivência. Ela tem um perfil que não muda: é agregadora e serena, que tem maturidade e absorve as coisas. Hoje ela está começando a construir a vida política dela, numa idade boa para saber conduzir tudo, inclusive as ações dos seus adversários. Diná faz indicações muito importantes para o município, como a ampliação da rede de água, a adutora entre os povoados Poço da Clara e Pedra de Amolar; a rodovia, o asfaltamento das ruas e conjuntos da cidade, etc. Ela cumpre o papel dela, sem fazer discursos demagógicos, vazios ou paroquianos.