Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 39 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração / Tanuza Oliveira.

Edvaldo Nogueira admite que “não é obrigação forçosa” que vice de Fábio Mitidieri seja uma mulher
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Edvaldo Nogueira: “Indicação do candidato ou da candidata a vice deve ser um processo coletivo”

O prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, PDT, disse à Coluna Aparte nesta quinta-feira, 9, que não vê com “uma obrigação forçosa” de que a indicação de uma candidatura de vice para a chapa liderada pelo pré-candidato ao Governo de Sergipe, Fábio Mitidieri, seja encabeçada por uma mulher.

“Hoje a ideia de que a candidatura a vice na chapa de Fábio Mitidieri seja preenchida por uma mulher é positiva. Mas não deve ser impositiva. Eu concordo que sendo uma mulher, poderia ser melhor. Mas essa não é uma obrigação forçosa. Necessariamente, não teria que ser uma mulher. Porque pode ser por um homem também”, disse Nogueira.

Mais do que isso: Edvaldo admite, também, que essa não seja uma indicação compulsoriamente feita por sua pessoa política e pública. “Não vejo sentido eu tirar da minha cartola particular um nome para vice e apresentar”, diz ele.

Não há omissão de Edvaldo aqui. O tom do prefeito é o de conferir mais verniz democrático ao processo - e aí ele acosta mais argumentos nessa fogueira de possibilidades. “Em que pese eu ficar lisonjeado com o fato de o governador Belivaldo Chagas ter dito publicamente que a indicação caberá a mim, defendo que essa decisão deve passar pelo mesmo processo em que se deu a indicação do pré-candidato a governador”, diz.

“Eu estou falando de um nome que seja acordado e até mesmo, quem sabe, sugerido por outros políticos do grupo. Porque, por outro lado, também acho que a indicação do candidato ou da candidata a vice deve ser um processo em conjunto, coletivo”, reforça Nogueira.

A partir dessa premissa, o prefeito de Aracaju evitar esboçar qualquer nome para encarnar a candidatura de vice. Ele nem alimenta o debate puxado por Fábio Mitidieri, de que gostaria que fosse a própria esposa dele, a empresária Danusa Silva, a candidata. 

“O próprio Fábio Mitidieri sugeriu que fosse o nome dela. É uma sugestão do pré-candidato a governador que obviamente vai ser levada em conta, mas eu pessoalmente não pensei em nenhum nome. Não tenho nomes até agora. Eu não discuti nomes com ninguém. O que temos são algumas sugestões de políticos aliados. Na minha cabeça não tem nenhum nome. Se eu opinasse aqui a favor de um, é porque eu já estaria com esse nome pronto. Não é o caso. Os nomes vão ser colocados no momento certo”, disse Nogueira.

“E mais: não me dou prazo algum, exceto o prazo regimental da legislação, do dia da convenção. Prazo parece uma coisa de imposição e algo meio forçado. Eu acho que a política não tem prazo e nela ninguém deve estabelecer esse tipo de conduta”, avisa. Pode ser assim?

 

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Elito Hora Fontes Menezes
Dando continuidade à prática do monismo na atual política, percebe-se que aqui não é diferente. Esses pré candidatos precisam entender que escolher alguém para compor chapa, seja homem ou mulher, tem que ser levado em consideração a capacidade de somar esforços para uma melhor gestão, evitando assim figuras que na prática apenas preencham espaços para meras vaidades ou agraciamentos.