Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 39 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração / Tanuza Oliveira.

Edvaldo Nogueira vê “completa forçação de barra” na fala de aliança eleitoral com André
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Edvaldo Nogueira: “Eu e André Moura estamos é dando uma lição de política à classe política de Sergipe”

O prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, PC do B, disse com exclusividade a esta coluna Aparte nesta sexta, 16.2, que considera “uma completa forçação de barra” alguém lhe ver ou lhe adicionar como um a aliado eleitoral do deputado federal André Moura, PSC, nas eleições deste não.

“Eu acho que não é só uma completa forçação de barra. Tem nisso uma série de ingredientes. O primeiro deles, é o que revela que as pessoas estão ainda com a cabeça na velha política”, afirma o prefeito.

“E todos que estão com a cabeça na velha política acham que você se unir ou buscar trabalhar conjuntamente com um político que não seja da sua coligação ou do seu agrupamento, ainda que em benefício de um projeto coletivo da cidade, deveria obrigatoriamente estar do mesmo lado”, reforça Nogueira.

“Na verdade, isso é a coisa mais falsa do mundo. Isso é o que, inclusive, atravanca o país e um dos motivos desta crise na qual nós estamos metidos. Os dois grandes partidos do Brasil, PT e PSDB, começaram a lutar um contra o outro, mesmo que houvesse razão no outro. Vivemos uma crise tal que não se resolve porque não se tem consenso político”, afirma.

Edvaldo Nogueira jura que a parceria com André Moura não descambará jamais para alianças eleitorais. “Nós temos conversado sobre administração. Quando terminou a eleição em 2016, descansei cinco dias. Tinha meu projeto de quatro anos todo na cabeça e ao fim do descanso, comprei para Brasília uma passagem com as milhas que eu tinha. Fui nos gabinetes de todos os deputados de Sergipe - me encontrei, inclusive, com Valadares Filho, que era meu recém-competidor de uma eleição de segundo turno”, desenha Nogueira.

“E fui no gabinete de André e lhe disse: “Olhe, André, desci do palanque. Nós lutamos em campos opostos, foi uma campanha dura, difícil, na qual pode ter havido exagero dum lado ou de outro, mas eu já me esqueci o que disseram de bem ou de mal de mim e também não quero que o que eu falei de bem ou de mal possa permanecer no coração dos outros. Você, como líder do Governo da Câmara - na época não era do Congresso ainda - é o político que ocupa o melhor espaço de poder no âmbito do Governo Federal. A cidade está cheia de problemas e eu vim aqui pedir a sua ajuda. E a sua será maior porque você ocupa o espaço maior de prestígio no Governo Federal””, revela Edvaldo.

“E eu pedi lhe ali por uma emenda. Aí ele me disse: “Eu quero que você traga todos os projetos de Aracaju para eu ver.” Na semana seguinte voltei lá. Depois da posse retornei, e André firmou comigo o compromisso: “Vou lhe ajudar!”. E tem me ajudado significativamente. Mas daí a nos verem no mesmo projeto eleitoral, há uma distância imensa. Como em campanha eleitoral há espaço para tudo o que quiserem dizer, temos aí mais uma especulação. Somente especulação. Não passa disso”, avisa Edvaldo.

“Eu nunca conversei com André e nem ele comigo sobre política partidária e eleitoral. E digo isso com muita honestidade, porque no dia em que eu conversar com ele sobre política vou convocar a imprensa e dizer que conversei com sobre política e que defendi isso, isso e mais isso. Eu e André Moura nunca nos sentamos para discutir campanha eleitoral, coligação, participação. Nada”, afirma o prefeito de Aracaju.

“Eu queria dizer que, nesse aspecto, nós, eu e André Moura, estamos é dando uma lição de política à classe política de Sergipe, quando deixamos de lado divergências políticas e eleitorais momentâneas e fazemos uma união em benefício da cidade de Aracaju. Quem está ganhando com essa relação institucional entre André e o prefeito de Aracaju é a capital de Sergipe”, diz Nogueira.

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