Aparte
Opinião - A felicidade que nenhuma mídia paga e nem a política apaga

[*] Aimée Resende

Acabou-se aquela história de que alguém precisa da política. É que agora, mais que tudo, é a política precisa dos alguéns.

Os meios estão aí para mostrar a força e a potência da comunicação em expressar tudo aquilo que precisa ser verbalizado, comentado, publicado, indagado.

Há uma sensibilização grande quando tratamos conceitos, pessoas, concepções e o direito de todos terem suas opiniões.

Nunca foi tão valorizado, e ao mesmo tempo desvalorizado, em busca de um conceito-chave e ideal que você se identifique e que seja correto para com tudo e todos.

Se a política é a ciência de governar, as redes governam e muito bem. Pessoas precisam ser ouvidas, entender os espaços que elas atuam e seus desejos. Ver as suas necessidades.

E não podemos ignorar que a rede social supre, de alguma forma, certas problematizações que ninguém pode oferecer naquele momento ou instante de cada ser: a felicidade.

Você não vê alguém reclamando se ela quer ver vídeo de gatinhos do reels do Instagram ou se alguma comida diferente lançada de algum youtuber. Ou um jogo novo tão esperado.

Da mesma forma que ela vai ver notícias que estão acontecendo no mundo e ter sua própria concepção do que é certo e errado e ai de você se mudar o pensamento dela.

Em uma pátria que deixa escutar a população para depois, o poder do consumo acaba atingindo mais rápido a sociedade. Até porque, quem nos representa nos ouve de verdade? Estão se preocupando com a nossa felicidade?

A palavra autocuidado está muito forte nesse ano de 2022. E palavras, ideias, espaços e os produtos que compramos estão tocados por esse sentimento de egocentrismo interior, de que para fazer o bem para o próximo eu preciso estar bem comigo mesmo.

E se a política não abraçar e entender que a campanha é em prol da felicidade, as redes acabarão como “as soluções de pequenos problemas de muitos”.

E não é se utilizar dela para conquistar bilhões. É saber entrar em um meio cheio de questionamentos e estar preparado para a chuva de indagações a serem respondidas.

Estudar os problemas do cidadão não é um mal e nem perda de tempo. É a melhor solução para uma sociedade que espera a troca do seu voto para o simples: o desejo e a sede de mudança.

[*] É urbanista, artista visual, C.E.O e diretora de Planejamento da Think Art.

 

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