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Tanuza Oliveira

Jornalista desde 2010, com formação pela Unit e atuação em veículos impressos e em assessorias de comunicação em Sergipe. É repórter Especial do JLPolítica desde 2017.

Emília Corrêa justifica abstenção: “Não concordo com perpetuação do poder”
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Emília: "São motivos funcionais, motivos ligados à atuação da Presidência”

A vereadora reeleita Emília Corrêa, Patriota, começou o novo mandato mostrando a que veio: ela se absteve do voto na eleição para a Mesa Diretora da Câmara para os próximos dois anos, que teve o vereador Nitinho Vitale reeleito mais uma vez.

“Foram quatro anos com a mesma gestão, que teve a falta de ética, ao não cumprir o regimento várias vezes, como um dos pontos negativos”, afirma Emília. Outros motivos que ajudaram a tomar a decisão pela abstenção são, segundo ela, a falta de transparência e igualdade na gestão. “Nós não temos acesso às informações”, critica.

“São motivos funcionais, motivos ligados à atuação da Presidência – e aqui eu separo a Presidência da pessoa do vereador Nitinho”, ressalta ela. Emília também chama a atenção para o fato de ser uma chapa única na eleição. “É estranho”, resume.

Porque, então, a senhora não saiu candidata? “Éramos apenas cinco, talvez tivéssemos cinco votos, então o bloco da oposição entendeu que não valeria a pena. Mas é um posicionamento e coragem se abster de votar numa eleição com chapa única. Eu poderia dizer sim ou não, mesmo em respeito à pessoa de Nitinho”, reitera.

Ela usa outro motivo para justificar a abstenção: “não concordo com a perpetuação do poder, porque a alternância é muito importante, embora as articulações políticas não permitam. Conhecendo todo o sistema da Câmara, as quebras da aplicação do Regimento, se abster é ter posicionamento, é falar que não quer essa perpetuação”, reitera.

Isso porque, para Emília, a manutenção do mesmo presidente, seja em qualquer espaço, é como estar dando uma carta branca para falhar em momentos graves. “Não estou trazendo para o campo pessoal. Respeito o voto de cada colega, mas acho que prejudica os trabalhos legislativos. Já houve vários erros e endossar uma candidatura de chapa única é complicado e prejudicial”, diz a vereadora.

 

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