Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 38 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração Tanuza Oliveira.

Esta foto é madrinha de um crime hediondo e imperdoável
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Foto feita na sala da casa de Jerônimo Reis, no povoado Brejo, em junho de 2018

Esta foto reflete uma irresponsabilidade ímpar e sem tamanho. Ou, sem jamais registro na história da política em Sergipe.

Nunca uma foto foi tão representativa de tanta gente inconsequente, irresponsável, desmiolada e sem ética junta e em redor de um só assunto.

Esta foto traduz, com profunda e demasiada perfeição, um instante risível e ridículo em que vive a humanidade sob as chamadas mídias sociais.

Um instante batizado de pós-verdade. O velho e triste e sombrio instante do minta e espere para ver se todos acreditam na mentira. Para ver se todos acreditam que é uma verdade. Se colar, colou.

Esta foto reflete uma irresponsabilidade ímpar e sem tamanho, mas não das pessoas que aparecem fotografadas nela.

Esta foto reflete uma irresponsabilidade ímpar e sem tamanho dos milhares de cidadãos sergipanos que a receberam, lascaram-na de likes por todos os lados, chancelaram-na como uma verdade que lhes interessava e ainda a compartilharam como sendo a verdade inaceitável de um tempo de pandemia.

A verdade inaceitável de um tempo doentio a reunir uma renca de homens públicos irresponsáveis e inconsequentes num momento de pandemia de Covid-19, no qual, tirante o presidente da República, todos pregam o isolamento social como  chance real de sair-se com vida.

Esta foto, em síntese, é madrinha de um crime hediondo e imperdoável. Sim: o crime da falsa imputação.

Com essa foto, os lascadores de likes por todos os lados, os chanceladores de verdades mentirosas tinham a pretensão de cancelar uma série de gente. De matá-las, política e socialmente.

Tinha e tem nessa foto a pretensão mórbida de cancelar um governador de Estado, um ex, um prefeito, dois ex-deputados federais, um deputado federal e todos os demais ali fotografados sob os raios da alegria futebolística.

Por isso ela é a madrinha, ou talvez a madrasta, desse um crime hediondo e imperdoável. De um crime que nunca deveria ser cometido - como um de estupro, de latrocínio, de feminicídio.

Essa foto foi distribuída depois da última sexta-feira da semana passada, dia 4, após a partida de futebol entre as Seleções do Brasil e do Equador, de onde os brasileiros saíam com uma vitória de 2 x 1.

Quem a distribuiu, o fez com a deliberada e criminosa intenção de dizer que ali estava um bando de feladaputas reunidos, no privado de uma casa confortável, no bem-bom, em torno do vírus, para assistir a Brasil e Equador.

Mais que isso: quem a distribuiu, o fez na intenção de esculachar e depreciar fatalmente o governador do Estado, Belivaldo Chagas, o tirano que manda fechar tudo em Sergipe em nome do combate à pandemia e abrem-se ele mesmo e uma cabroeira de irresponsáveis em ajuntamento e lambanças de alegria futeboleira.

Quem distribuiu essa foto falsa quis macular a reputação de três Reis de uma só vez: o ex-deputados federais Jerônimo Reis e Sérgio Reis, e o deputado federal Fábio  Reis.

Quem distribuiu essa foto falsa quis enxovalhar as imagens do ex-governador Jackson Barreto e do ex-prefeito de Tobias Barreto, Diógenes Almeida. Mas o fez, como faz toda canalhice maldosa, sem reparar na ordem dos fatos e do tempo.

Sim, porque essa foto é da Copa do Mundo de 2018. Ela foi feita num instante em que jogava a seleção brasileira. Era um domingo de junho, no Povoado Brejo, em Lagarto, também dia de casamento caipira. É da sala da casa do ex-prefeito Jerônimo Reis.

Ali, portanto, Jackson Barreto era o governador de Sergipe, Belivaldo Chagas era o vice-governador e Diógenes Almeida, o prefeito de Tobias. As únicas posições que permanecem aí ainda hoje intactas são as dos Reis.

O que mais dói em todo esse fake news é que famílias de boas cepas, quatrocentões, gente que vai a culto de igreja de pastor assediador de mulheres ou a turma que come hóstia nas mãos brancas da Igreja Católica Apostólica Romana se banquetearam com a distribuição moralizadora dessa foto criminosa com a imagem da sala cheia de irresponsáveis com função pública plena sexta-feira, 3 de junho de 2021.

Agora, diz aqui, ó leitor: o que fazer com toda essa gente? Abençoá-la? Perdoá-la, ou mandá-la à casa do c...? Os fotografados, a começar pelo governador do Estado, prometem ir atrás do IP, do registro matriz do computador que começou a distribuição de tudo isso.

Vai adiantar algo? Pelo menos é uma atitude que está em sintonia os cânones policiais e jurídicos: para cada crime, uma boa investigação.

 

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Carlos Neanes Santos
Realmente hoje não dá pra acreditar em tudo que sai na mídia. Pessoas são pagas para fazer isso. Isso está acontecendo em todos os níveis municipais estaduais e federais. Tem que sempre que fazer o check in das notícias antes de repassa-las.