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Senador Alessandro Vieira pede que Ministério Público investigue ataques a portal do TSE

Alessandro Vieira: "Indispensável que se tenha uma investigação rápida e muito segura"

O senador Alessandro Vieira, Cidadania, pediu ao Ministério Público que investigue as tentativas de ataques de hackers ao portal da Justiça Eleitoral no último domingo. Na segunda-feira (16), o senador sergipano encaminhou ofícios junto ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral - TSE -, ministro Luís Roberto Barroso, e ao procurador-geral da República, Augusto Aras, para que expliquem o atraso na divulgação dos resultados finais do pleito.

Para Alessandro Vieira, a ação dos hackers tem o objetivo de desmoralizar o processo eleitoral. "É indispensável que se tenha uma investigação rápida e muito segura, para que todo brasileiro possa ter a tranquilidade que seu voto vai se computado corretamente. As informações que nós temos são no sentido de que sim, o sistema brasileiro é bastante seguro, as urnas são seguras, mas é preciso dar absoluta transparência para que a gente possa ter essa tranquilidade para a nossa democracia", afirmou.

O senador também solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) explicações sobre a centralização da soma de votos. Essa foi a primeira eleição em que os Tribunais Regionais Eleitorais enviaram os dados criptografados para Brasília totalizar os votos. Esse processamento atrasou a divulgação dos resultados nas eleições. O TSE suspeita que grupos extremistas foram responsáveis pelos ataques ao sistema da Corte e pela divulgação de dados de funcionários como estratégia de difamar e descredibilizar a integridade das eleições municipais de 2020. O presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, atribuiu as mais de 436 mil conexões por segundo à atuação de "milícias digitais" e negou a relação dos vazamentos de dados com falhas no sistema que pudessem comprometer a integridade das votações. 

Os ofícios pedem ainda que seja oferecido maior detalhamento acerca dos ataques hackers realizados no dia 15 de novembro, para que se tenha conhecimento da dimensão da "tentativa criminosa de desestabilizar as eleições". À PGR, Alessandro Vieira pede, a esse respeito, a instauração de procedimento para investigar os ataques, revelando a origem da atuação, as pessoas envolvidas e o eventual emprego de recursos por terceiros interessados.

 

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