Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 38 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração Tanuza Oliveira.

Garibalde Mendonça não pensa em parar e vê Breno Garibalde como um reforço
Compartilhar

Garibalde Mendonça: decano da Alese, ele disputaria um sétimo mandato em 2022

Estão erradas as análises que apontam o deputado estadual Garibalde Mendonça, MDB, 64 anos, como um político fora do processo eleitoral em busca de um sétimo mandato em 2022 - ele é o decano da Assembleia Legislativa de Sergipe, com seis mandatos iniciados na eleição de 1998 e nunca mais interrompidos.

Politicamente rompido com o seu MDB, com tendência a deixá-lo,  com o filho Breno Garibalde eleito vereador de Aracaju no ano passado pelo DEM, Garibalde foi posto involuntariamente numa conta paralela dos deputados estaduais que no ano que vem estariam fora da disputa, por cansaço, fadiga de material.

Mas ele nega peremptoriamente isso. “Eu não pensava em parar nem mesmo antes da pandemia. Eu pensava talvez em até dar um voo mais alto. Eu não decidi, no entanto, o meu destino em 2022 ainda. Confesso que esta pandemia atrapalhou até os planos de futuro - a gente não pode estar no interior conversando com as pessoas, os amigos e as lideranças políticas. Mas eu irei à disputa e isso depende também do agrupamento - todos sabem que hoje faço parte ainda, entre aspas, do MDB”, diz Garibalde Mendonça.

Garibalde aconselha que às pessoas de Sergipe não vejam no filho Breno Garibalde uma cartada para ele parar em 2022 - repassando-lhe o espólio. “Ao contrário. Talvez o Breno me seja uma cartada para somar. Eu poderia até tentar passar o mandato de deputado estadual para ele, até porque o Breno está me surpreendendo muito. Ele é um bom vereador. Mas esse não é o projeto”, diz.

“Como parlamentar de Aracaju, Breno está se destacando muito. E confesso aqui que Breno é um menino que já me acompanha na política há muito tempo. Foi até o coordenador das minhas três últimas campanhas. É um rapaz superexperiente, conhece bem os meus amigos e toda a minha base eleitoral, as pessoas adoram ele - eu diria que hoje Breno é uma pessoa superpreparada até para me substituir no mandato deputado estadual em que estou”, reforça Garibalde Mendonça.

Apesar desta afirmação, Garibalde Mendonça não oferece uma definição segura do que será o seu futuro político-eleitoral. De como vai à eleição de 2022. Não assume uma não-candidatura à reeleição, não acena para a disputa à Câmara Federal, ao Senado ou a uma vaga de vice-governador em 2022.

“Posso garantir que não sei quais os horizontes que me apontam. Isso não está decidido. Eu posso até ser candidato a um novo mandato de deputado estadual. Aliás, só não posso e nem devo dizer é que não serei candidato a uma reeleição de deputado estadual, porque politicamente isso poderia me atrapalhar. Admito que tinha um projeto para algo no Executivo até em 2020. Mas no MDB era inviável. Eu estava preso a ele e não podia, por força da lei, mudar de partido”, afirma.

Aliás, nesse universo de incertezas, Garibalde Mendonça aponta uma convicção segura: ele e o MDB esgotaram a relação de convivência. “Posso dizer que acho difícil que eu venha a disputar um novo mandato pelo MDB. Difícil, não. Dificílimo. Acho não tem mais espaço para mim dentro do MDB. Hoje o MDB é um partido complicado e que a gente nem sabe como ele vai se comportar futuramente - a maioria das figuras que fazem parte do MDB diz que vai sair dele”, afirma.

Outra certeza garibaldiana seria o seu futuro atracadouro partidário. “Hoje se eu tivesse de sair do MDB seria para o DEM. Posso garantir que tenho hoje um contato muito bom com os demistas. Tenho sido muito bem tratado pela senadora Maria do Carmo, assim como por José Carlos Machado, o presidente da Executiva de Sergipe. É um partido com o qual hoje estou me dando muito bem - não sei se amanhã será assim. Dona Maria do Carmo e Machado têm me dado um apoio muito grande. Muitos filiados do DEM me apoiam, até por ser meu filho um dos filiados do DEM”, afirma.

O deputado Garibalde Mendonça admite que não tem nenhuma preocupação se for levado a fechar a conta juntamente ao MDB. Acha que não perderia musculatura política e eleitoral. “A base política e eleitoral que temos no partido é nossa. Não é mais do MDB”, avisa ele.

 

Ω Quer receber gratuitamente as principais notícias do JLPolítica no seu WhatsApp? Clique aqui.

Deixe seu Comentário

*Campos obrigatórios.