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Secretária de Estado da Saúde faz balanço do primeiro ano de gestão: “Foi desafiador”

Mércia Feitosa: desafio de cuidar da saúde pública em momento de pandemia

Dinâmico. É assim que a secretária de Estado da Saúde, Mércia Feitosa, define esse período em que está à frente da Secretaria. Ela assumiu o comando em meio à pandemia e precisou conciliar as ações rotineiras ao enfrentamento do novo coronavírus.

“Tinha a pandemia como foco principal, com respostas imediatas, de curto prazo, mas também a consciência do além Covid-19”, explica Mércia Feitosa.

Esse além Covid consiste, por exemplo, em manter, implementar ou criar condições e capacidade de cuidar dos problemas e necessidades de saúde da população.

“O sistema de saúde como um todo já tinha fragilidades basilares, como subfinaciamento, leitos de UTI, profissionais especializados, entre outros. E a pandemia expôs essa necessidade de revisar e reorganizar o sistema e ressignificar os processos de trabalho”, resume.

Para Mércia Feitosa, 2020 foi um ano desafiador, no qual ela teve que lidar com o desafio de ampliar a oferta de leitos de UTI, redimensionar o número de profissionais, adquirir insumos e medicamentos, etc, o que demandou a imposição de um novo ritmo nos processos de gestão em consonância com dinâmica inerente a uma pandemia.

“Articular e planejar de forma integrada com os gestores municipais, entendo que o enfrentamento à pandemia envolve ações da atenção primária até a alta complexidade hospitalar. E a adaptação à modalidade de home-office foi outro desafio. E o desafio frente o negacionismo da doença por parte de algumas pessoas, levando-os a exposição e ao não cumprimento das orientações sobre as medidas não farmacológicas e individuais”, ressalta. Confira a entrevista.

JLPolítica - A senhora assumiu a Secretaria em meio à pandemia. Como tem sido esse período?
Mércia Feitosa -
Dinâmico. Além da dinamicidade típica da saúde, foi lidar com o novo a cada momento. Tinha a pandemia como foco principal, com respostas imediatas, de curto prazo, mas a consciência do além Covid-19, onde teria que manter, implementar ou criar condições e capacidade de cuidar dos problemas e necessidades de saúde da população. O sistema de saúde como um todo já tinha fragilidades basilares como subfinaciamento, leitos de UTI, profissionais especializados, entre outros. E a pandemia expôs essa necessidade de revisar e reorganizar o sistema e ressignificar os processos de trabalho.

JLPolítica - Foi um ano difícil? Quais foram as principais dificuldades?
Mércia Feitosa –
Foi um ano desafiador. O desafio de ampliar a oferta de leitos de UTI, redimensionar o número de profissionais, adquirir insumos e medicamentos, onde em alguns momentos houve redução na oferta dificultando a compra, construir protocolos para linha do cuidado, gestão do cuidado dos pacientes internados, capacitar as equipes prezando pela segurança dos profissionais e do paciente, repensar estratégias para o acolhimento dos familiares que não podiam visitar pacientes internados. Impor um novo ritmo nos processos de gestão em consonância com dinâmica inerente a uma pandemia.

JLPolítica - Que tipo de ação esse novo ritmo demandou?
Mércia Feitosa –
Demandou articular e planejar de forma integrada com os gestores municipais, entendo que o enfrentamento à pandemia envolve ações da atenção primária até a alta complexidade hospitalar. E a adaptação à modalidade de home-office foi outro desafio. E o desafio frente o negacionismo da doença por parte de algumas pessoas levando-os a exposição e ao não cumprimento das orientações sobre as medidas não farmacológicas e individuais. Medidas que comprovadamente dão resultados na redução da transmissão do vírus.

JLPolítica - A Secretaria da Saúde foi a principal ferramenta do Estado no combate à pandemia?
Mércia Feitosa -
Não. O planejamento integrado é necessário para o enfrentamento de qualquer emergência em saúde pública. A junção de saberes e esforços.

JLPolítica - Quanto foi investido, até o momento, nesse combate?
Mércia Feitosa –
Exatos R$ 150.778.289,69 – recurso da União, do Estado e de patrocínios.

JLPolítica - Qual o planejamento pra 2021?
Mércia Feitosa –
Planejamento estratégico contínuo que contemple todas as áreas de atuação – usuário, profissionais e gestão.
Monitoramento e avaliação sistemática detectando as necessidades de ações e serviços ofertados pelo Estado e que durante a pandemia ficaram suspensos, entre eles cirurgias eletivas. Fortalecer o atendimento qualificado e implementar melhores práticas assistenciais na rede hospitalar e ambulatorial especializada de gestão estadual a exemplos o Hospital da criança e o CER IV.

 

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