Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 38 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração Tanuza Oliveira.

Heleno Silva: “Estou com o pé na estrada, trabalhando para me eleger deputado federal”
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Além de estar com o pé na estrada, o ex-deputado federal e ex-prefeito de Canindé do São Francisco, Heleno SiIva, PRB, não é nada modesto. E deixa isso bem às claras.

“Sou um líder popular que sempre ganhei eleição com o voto do povo, principalmente o do sertão, e na minha base eu sinto que continuo forte. Sinto que continuo falando com povo e sendo ouvido por ele”, diz Heleno a esta Coluna Aparte.

Resultado dessa visão? “A minha esperança é a de que me elegerei”, completa. Para Heleno Silva, “não é pecado reconhecer as próprias virtudes”.

“Fácil não é não, porque você está lutando contra deputados que estão nos mandatos, que estruturalmente têm R$ 15 milhões de emendas por ano, o que dão para eles um poder muito grande de mobilidade no interior”, teoriza Heleno.

“Mas eu estou com o pé na estrada, trabalhando como sempre fiz para me eleger deputado federal, sem esperar por prefeitos, sem esperar por cabo eleitoral. Vou por onde sempre naveguei, que foi no meio do povo, porque foi assim que eu ganhei as minhas eleições até hoje”, diz.

E não foram poucas eleições. Foram quatro. Uma de deputado estadual, em 1998, pelo PTB, como 7.736, duas de federal - 2002, pelo PL com 45.158 votos e em 2010, com 61.598, pelo PRB, e uma de prefeito de Canindé do São Francisco, em 2012, com 8.670, pelo PRB. Em 2018, ele obteve 165.039 para o Senado, ficando em sexto lugar numa disputa de gigantes - cerca de10 mil votos atrás de Valadares.

Mas Heleno Silva vê uma certa fissura, uma brecha, entre esses com “poder muito grande de mobilidade no interior”. “Há aí determinados nomes que se projetam como pré-candidato a majoritários, o que deixa também um campo aberto para quem quiser ocupar, como Fábio Mitidieri e Laércio Oliveira, e até Valdevan Noventa falando em candidatura de senador”, diz ele.

“Teríamos assim três nomes que estariam fora do jogo. Além de tecnicamente Sergipe sempre ter uma renovação de 50% a 60% das vagas e eu creio que em 2020 vai permanecer com esse índice daí. Se continuar o sistema que está, de ter de fazer chapa própria, é natural que a gente lance o número necessário de candidatos pelo partido - e nisso já estamos resolvidos. Aí será necessário que Jony Marcos, eu e outros sejamos candidatos”, diz.

“Mas se mudar o sistema para a eleição dos mais votados, todos devem se reunir em torno de um nome só - e devo ser eu. Jony me disse esta semana que sabe da minha força política e que o partido deve dar uma resposta de Sergipe, elegendo um deputado federal. Diante disso, tenho expectativa de galgar vitória”, diz.

Jony Marcos, que foi deputado federal na legislatura passada, atualmente é primeiro suplente do bloco composto pelos deputados Bosco Costa, Valdevan Noventa e Gustinho Ribeiro.

 

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