Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 37 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Instituto Banese dá show de iniciativas e reinvenções na travessia de um ano de pandemia
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Ezio Déda: inquietude e paciência para manter vivas as ações do Instituto Banese

Tarcila Olanda
Especial para o JLPolítica

Há quase um ano, desde que no dia 11 de março de 2020 a Organização Mundial de Saúde anunciou a pandemia de Covid-19, que o isolamento social, os alertas de cuidados sanitários e a ausência das mais diversas atividades, incluindo as culturais, constituem a nova rotina e o tão conhecido “novo normal”.

Atravessar um ano tão peculiar e repleto de desafios exigiu adaptações. Contudo, teve quem preferisse se reinventar e surpreender. É o caso do Instituto Banese, responsável pelas ações socioculturais e de responsabilidade socioambiental do Banco do Estado de Sergipe – Banese -, e gestor de um dos maiores projetos de valorização cultural do Estado - o Museu da Gente Sergipana Governador Marcelo Déda.

A atuação do Instituto Banese ao longo desse período de pandemia alcançou diversas frentes. A instituição se uniu aos órgãos estaduais responsáveis pelo combate à disseminação do vírus e somou esforços.

Além disso, contribuiu no fomento à geração de renda em diversos setores, incentivou a produção cultural, apoiou o segmento artístico e não perdeu seu ritmo acelerado de valorizar a cultura local e proporcionar arte aos sergipanos.   

Para o diretor superintendente do Instituto Banese, Ezio Déda, a responsabilidade social do Banco do Estado foi ainda mais necessária nesse momento tão desafiador.

“À princípio, nos deparamos com a urgência e contribuímos com o que era mais necessário naquele momento para ajudar a salvar vidas, produzindo e doando máscaras de tecido, além da aquisição e doação de testes de Covid-19”, diz Ezio.

“Em seguida, por acreditarmos que, mesmo em meio à crise, o fazer cultural e o acesso às artes são direitos de todos, além de ter se tornado um acalento nesses dias difíceis, seguimos cumprindo nosso papel de promover e incentivar a cultura e apoiar o artista sergipano”, afirma Ezio.

Pela lógica do Instituto Banese, não há vírus que adormeça a alegria junina

Um cenário preocupante levou o Instituto Banese a contribuir de forma incisiva no campo da prevenção à Covid-19. Através da confecção e distribuição de mais de 400 mil máscaras de tecido, a instituição ampliou o acesso de populações vulneráveis a esse importante equipamento de proteção, além de doar mais de 34 mil testes para diagnóstico da doença e repassar diversos itens de rouparia ao Hospital de Cirurgia.

A confecção das máscaras por costureiras da cidade de Tobias Barreto, no Complexo Industrial Governador Marcelo Déda, foi resultado de uma ação conjunta entre o Grupo Banese e o Governo do Estado, em parceria com a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe – Codise -, que além de contribuir com o combate à pandemia no Estado gerou mais de 50 empregos temporários. 

Elaine Cristina de Souza, que por causa da medida necessária de isolamento social parou de trabalhar, foi uma das beneficiadas. Na época, ela contou o quanto a ação foi importante.

“Esse é um momento da gente se unir em prol de todos. Estou sendo beneficiada com essa renda e ao mesmo tempo o meu trabalho vai ajudar alguém que não tem condições de comprar uma máscara para se proteger. Estou muito grata pela oportunidade”, disse Elaine Cristina.

O “Natal da Gente - A Fábrica de Sonhos” e participação do grande Erasmo Carlos e artistas locais

As máscaras foram distribuídas a instituições filantrópicas, usuários do Restaurante Popular Padre Pedro, à Associação Sergipana de Pessoas com Doenças Raras - ASPDR -, comunidades quilombolas, grupos de cultura popular, acompanhantes de pacientes do Hospital de Urgência de Sergipe Governador João Alves Filho - Huse -, além de serem entregues em sistema drive thru no Largo da Gente Sergipana, dentre outros segmentos da população.

INICIATIVAS SOCIOCULTURAIS - Através de muita reinvenção, o Instituto Banese continuou a desempenhar seu papel junto ao setor cultural, apoiando artistas e cumprindo o calendário de atividades realizado pelo Museu da Gente Sergipana, que há quase um ano está de portas fechadas para o público, mas não distante dele. 

Ao lançar os editais “Quarentena da Gente” e “Forró da Quarentena”, que contou com a participação de mais de mil artistas e premiou ao todo 140 projetos culturais, o Instituto Banese fomentou a produção cultural.

A criatividade e o desejo de oferecer cultura permitiu ainda criar novos projetos, como é o caso do Cine Drive in Museu da Gente, uma alternativa cultural em parceria com a Casa Curta-se, para os amantes do cinema, possibilitando reviver uma experiência cinematográfica de décadas passadas, com programação diversificada e toda segurança sanitária.

Uma ação de sustentabilidade com foco na aprendizagem e voltada para a comunidade sergipana em geral também surgiu. O projeto Capacitar-SE tem como objetivo oferecer gratuitamente oportunidades de ampliar conhecimentos e desenvolver novas competências nas mais diversas áreas, contribuindo com o desenvolvimento pessoal e profissional. Até o momento, mais de mil pessoas foram beneficiadas. 

Importantes datas comemorativas não passaram em branco, como o Agosto Mês da Cultura Popular e o Dia da Sergipanidade, comemorados por meio da Campanha Sergipanize-SE, que lançou uma coleção de filtros inspirados nas manifestações do Largo da Gente Sergipana, disponíveis no Instagram do Museu, e o Dia das Crianças, celebrado através de live com a cantora Maysa Reis e a Orquestra Jovem de Sergipe.

Na incorporação das razões pandêmicas, distribuindo de máscaras

PROGRAMAS DE TV - Para manter essa proximidade com o público e possibilitar que mesmo de casa ele continue a vivenciar novas experiências culturais, o Instituto Banese lançou uma novidade: transformou eventos em programas especiais de TV, que além de alcançarem um maior número de sergipanos, fortalece a identificação cultural e ainda se tornam importantes registros desse período tão peculiar da história.

Com a parceria das duas maiores emissoras do Estado, a TV Sergipe - afiliada da Rede Globo - e a TV Atalaia - Rede Record -, foi possível transmitir pelas telas os programas “Sergipe: o país do forró”, exibido pela TV Sergipe, celebrando o ciclo junino; o “Natal da Gente - A Fábrica de Sonhos”, transmitido também pela TV Sergipe, com programação repleta de magia, encantos e simbolismos e com a participação do ícone da música popular brasileira Erasmo Carlos ao lado de artistas locais, e o “João Ventura In Concert no Museu da Gente”, exibido pela TV Atalaia, que anunciou com música e participações de renomados artistas como Toquinho, o desejo de dias melhores para todos os sergipanos.

O ano novo chegou e a iniciativa continuou nas telas para brincar o Carnaval sem aglomerações, mas com alegria e autenticidade. É o projeto “Folia da Gente”, que foi ao ar em dois programas nos dias 12 e 19 de fevereiro, resgatando memórias e homenageando entusiastas do carnaval, a exemplo de João de Barros, o Barrinhos, Hilton Lopes e Antônio Lisboa. 

Amante da cultura popular e frequentadora dos eve­­­ntos do museu, como ela mesma se define, a professora Bertilene de Almeida acompanhou o programa de fim de ano e fez questão de afirmar como se sentiu de casa.

“Essa brilhante ideia de trazer o Natal da Gente até as nossas casas é uma oportunidade fantástica de desfrutarmos da beleza que é essa mistura de estilos musicais, de experiências como a que Nadir da Mussuca nos proporciona. Tudo isso só reforça a importância do pertencimento que devemos ter” destacou ela.

Todos os programas, além das lives, estão disponíveis no canal do Instituto Banese no Youtube - youtube.com/institutobanese.

TOUR VIRTUAL - De portas fechadas para visitação, o Instituto Banese abriu janelas nas telas de celulares e computadores para receber visitantes de forma virtual.

Ao acessar www.museudagentesergipana.com.br, é possível realizar um passeio de 360º por todas as instalações, conectar-se ao acervo online e desfrutar das experiências oferecidas pelo museu.

Lançado há quase 6 meses, o tour virtual, que também é um ambiente de pesquisa sobre Sergipe, já registrou mais de 1 milhão de visitas.

Durante fechamento, todo parque tecnológico foi renovado, além de passar por reforma de estrutura física, higienização e catalogação de todas as peças do acervo. A previsão de retorno das visitações é em março.   

Mais informações sobre as ações do Instituto Banese e Museu da Gente Sergipana em @institutobanese e @museudagentesergipana_oficial.

 

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Netônio Ma hado
O trabalho do Ézio Déda à frente do Instituto BANESE é constante, profícuo e de grande alcance social. Merece o destaque conferido por este og, meu caro Jozailto.