Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 39 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração / Tanuza Oliveira.

José Sales Neto: “Não perdemos o ritmo junino nesses dois anos sem festas”
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Sales Neto: Sergipe continua sendo o país do forró 

Desde agosto de 2019 à frente da Secretaria de Estado do Turismo de Sergipe, o jornalista José Sales Neto viveu de perto os dois anos sem festejos juninos num Estado que respira São João em virtude da Covid-19. Este ano, após a queda do número de infectados e de mortos, a festa voltou a acontecer, movimentando o turismo de forma ímpar. 

Para Sales Neto, os festejos juninos fazem parte da cultura, da alma dos sergipanos e são algo que está muito enraizado na vida do povo. Exatamente por isso, segundo ele, Sergipe todo viveu um momento muito triste durante esses dois anos em que não foi possível comemorar os festejos juninos conforme a tradição.

Hoje, para ele, o sentimento é outro. “O nosso sentimento é de muita alegria. As pessoas empolgadas e felizes lotando o Arraiá do Povo, na Orla de Atalaia, a Rua de São João, as praças dos mercados onde acontece o Forró Caju, assim como as festas do interior, comprovam que não perdemos o ritmo nesses dois anos sem essa comemoração tão tradicional, mostrando o que fazemos de melhor durante essa época, e que Sergipe continua sendo o país do forró”, afirma Sales. 

Isso não só entre os sergipanos, já que, segundo ele, a ocupação hoteleira chegou aos 90%. “A ocupação está num patamar muito alto, tanto nos voos que chegam no nosso aeroporto quanto nos principais destinos turísticos do nosso Estado, nos bares, restaurantes e também na rede hoteleira”, destaca o secretário. 

No âmbito do Governo Estadual, o principal evento foi o Arraiá do Povo, concluído no último dia 29, na Orla da Atalaia, com 89 atrações, entre artistas locais e nacionais, trios de forró pé-de-serra, apresentações sinfônicas e filarmônicas, além de quadrilhas juninas.

O Governo também promoveu o Encontro Nordestino de Cultura 2022, realizado entre os dias 24 de maio a 29 de junho, e que contemplou o III Fórum Nacional de Música Nordestina, nos dias 24 e 25 de maio, no Teatro Atheneu; o Arraiá do Gonzagão, nos dias 10, 11 e 12 de junho, e o Arraiá do Arranca Unha, no Centro de Criatividade, nos dias 17, 18 e 19 de junho.

É sobre essa nova realidade que Sales Neto fala à Coluna Aparte.

Aparte - Passando, por dois anos, um São João pandêmico, qual o sentimento de poder voltar a celebrar a principal festa cultural de Sergipe? 
Sales Neto -
Os festejos juninos fazem parte da nossa cultura, da alma dos sergipanos e são algo que está muito enraizado na vida do nosso povo. Sergipe todo viveu um momento muito triste durante esses dois anos em que não pudemos comemorar os festejos juninos conforme a nossa tradição, devido as questões relacionadas à pandemia, e graças aos índices muito baixos tanto em internações quanto contaminações, e principalmente o número de óbitos devido ao que o Governo do Estado e os municípios realizaram por meio da vacinação, tivemos a permissão para realizar os festejos juninos neste ano. Então o nosso sentimento é o de muita alegria. Vimos as pessoas empolgadas e felizes lotando o Arraiá do Povo, na Orla de Atalaia, a Rua de São João, as praças dos mercados onde acontece o Forró Caju, assim como as festas do interior comprovam que não perdemos o ritmo nesses dois anos sem essa comemoração tão tradicional, mostrando o que fazemos de melhor durante essa época, e que Sergipe continua sendo o país do forró.

Aparte - Como está sendo a ocupação turística nesse período junino?
SN -
A ocupação está num patamar muito alto tanto nos voos que chegam no nosso aeroporto, quanto nos principais destinos turísticos do nosso Estado, nos bares, restaurantes e também na rede hoteleira. Temos acima de 90% de ocupação.

Aparte - Qual a taxa de ocupação hoteleira do período? 
SN -
Acima de 90%.

Aparte - Pode-se dizer que o evento superou os anos pré-pandêmicos? 
SN -
Passamos por momentos difíceis que envolvem essa questão da pandemia, mas soubemos trabalhar isso de uma forma muito eficiente. Acredito que o pior já passou. A vacinação está ajudando com que a gente retome as atividades com segurança, e apesar das ondas que estão vindo, isso é algo que segundo a ciência vai ficar se repetindo durante um tempo, além disso, tem a questão do inverno em que comumente as pessoas ficam gripadas, então, a gente vai ter que aprender a conviver nesse ‘cenário’ de uma forma inteligente. 

Aparte - Mas na questão turística...
SN -
O turismo tem um papel muito importante na retomada do desenvolvimento socioeconômico dos países, dos estados, do Brasil, e aqui em Sergipe não é diferente. É muito bom ver essa retomada acontecendo, as pessoas viajando, vindo para o nosso Estado, frequentando nossos hotéis, nossas pousadas, nossos restaurantes, e isso tem toda uma cadeia de geração de empregos, de impostos, de riqueza para Sergipe. Ainda é cedo para dizer se superamos os anos pré-pandêmicos, pois ainda não há uma movimentação do setor no mesmo volume que antes. Para se ter uma ideia, numa condição normal - antes da pandemia -, o turismo sergipano movimentava cerca de R$ 1,2 bilhão anualmente, considerando apenas os serviços de alojamento e alimentação, o que representa pouco mais de 3% do Produto Interno Bruto do Estado. Até antes da pandemia, o setor gerava em torno de sete mil empregos no Estado. Com a chegada da Covid-19, houve uma grande redução, mas estamos caminhando a passos largos para alcançar os índices pré-pandêmicos com crescimento constante.

Aparte - Mas qual o balanço que o senhor faz especificamente desse primeiro São João da pós-pandemia?
SN -
Os festejos juninos do ano de 2022 têm superado todas as expectativas. Existe um sentimento acumulado da sociedade que estava desejosa em festejar, celebrar, comemorar os festejos juninos, que são algo da nossa tradição. Os dois anos em que ficamos sem realizá-los deixou uma saudade muito grande no coração da nossa gente, e esse ano foi um ano de tirar o atraso. Então, todos os arraiás estiveram superlotados com um alto número de pessoas comparecendo. Existiram alguns, inclusive, que superaram até a lotação total do local, fazendo com que pessoas não pudessem entrar, tendo que ficar do lado de fora; e no Estado todo onde teve evento houve uma participação popular muito forte tanto de sergipanos quanto de turistas. Assim, é possível sim que embora estejamos ainda finalizando os festejos juninos, muitos municípios ainda celebram as comemorações do São Pedro. Desta forma, a gente já pode dizer que os festejos juninos de 2022 foram um grande sucesso e que nós conseguimos manter e ampliar as nossas tradições.

Aparte - O Governo do Estado apoiou e realizou o que nesse São João?
SN -
Após a pausa de dois anos devido a pandemia da Covid-19, o Governo do Estado retomou a realização do Arraiá do Povo, na Orla da Atalaia, que é uma festividade da época tão importante para Sergipe que atrai não só turistas, mas principalmente os sergipanos que valorizam a cultura nordestina. Com muito esforço e dedicação, o Governo do Estado, por meio da Funcap, realizou uma grande festa que movimentou a nossa economia, gerando emprego, renda e atraindo milhares de visitantes para a nossa cidade, com a realização do Encontro Nordestino de Cultura 2022, realizado entre os dias 24 de maio a 29 de junho, e que contemplou o III Fórum Nacional de Música Nordestina, nos dias 24 e 25 de maio, no Teatro Atheneu; o Arraiá do Gonzagão, no Complexo Cultural Gonzagão, com concursos de quadrilhas juninas, nos dias 10, 11 e 12 de junho; o Arraiá do Arranca Unha, no Centro de Criatividade, nos dias 17, 18 e 19 de junho; e o Arraiá do Povo, realizado de 22 a 29 de junho com uma vasta programação que contou com 89 atrações, entre artistas locais e nacionais, trios de forró pé-de-serra, apresentações sinfônicas e filarmônicas, além de quadrilhas juninas.

 

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