Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 38 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração Tanuza Oliveira.

Luciano Correia: “AjuPlay é uma espécie de Netflix da cultura local”
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Isolada em casa, acuada pela pandemia, a população aracajuana terá muitas opções de entretenimento e lazer para curtir no aniversário de 166 anos da cidade nesta quarta, 17 de março. São opções pelos canais digitais da Prefeitura de Aracaju.

Uma vasta programação que inclui desde uma Feira de Música, webinários, byte-papos, o Sua Sala é o Cinema, só com filmes de autores sergipanos até o Festival Colora.

Este festival está entregando os últimos painéis dos artistas selecionados na Lei Aldir Blanc da Fundação Municipal Cultural Cidade de Aracaju - Funcaju.

De início, a ideia era, segundo o presidente da Funcaju, jornalista e professor Luciano Correia, inundar a cidade durante todo o mês de março com uma riquíssima e variada ofertas de eventos e produtos culturais, tanto no patamar digital quanto presencialmente.

Mas o recrudescimento dos casos de contaminação pela Covid-19 obrigou os gestores municipais a optarem só pela programação online. 

Algumas das entregas presenciais foram empurradas para um pouco mais adiante, assim que a situação da pandemia estiver sob controle mas, mesmo levando em conta as atividades no campo digital, é a maior comemoração de um aniversário de Aracaju em toda sua história.

“Nosso maior presente é a cultura”, comemora Luciano Correia. Todavia, mesmo com um elenco vasto de atividades, o maior presente para a cidade, para a população de um modo geral e para a classe artística em particular ainda está por vir.

Trata-se da implantação de uma plataforma de streaming de toda a produção artística realizada em audiovisual pela Fundação, desde  as memoráveis Quinta Instrumental, Ocupe a Praça, até o Forró Caju em Casa, a gravação dos espetáculos juninos de 2020 em um estúdio e exibidos durante os dias da festa no formato “gravado ao vivo”.

Num ping-pong curto e rápido com a Coluna Aparte, Luciano Correia esclarece aqui como vai funcionar toda essa plataforma.

Aparte - Que história é essa de “Netflix da cultura local”?
Luciano Correia -
Desde o ano passado, quando fizemos o Forró Caju em Casa, que resultou na gravação de mais de 40 espetáculos musicais, fiquei pensando no extraordinário acervo que vimos construindo nos últimos anos, com o registro do melhor da música sergipana. Agora, com a Lei Aldir Blanc, fizemos todos os projetos desembocarem em “entregas” de produtos para a população, tudo registrado, seja para o portfólio desses músicos, seja para fruição pela sociedade.

Aparte - E agora?
Luciano Correia -
Agora estamos reunindo tudo num só lugar, uma plataforma de streaming fruto do desenho técnico-tecnológico de profissionais que se debruçaram nas últimas semanas para entregar essa verdadeira joia da cultura sergipana. Pela quantidade e qualidade das obras, eu digo que temos uma verdadeira Netflix da cultura local.

Aparte - Como vai funcionar o acesso à AjuPlay?
Luciano Correia
– Funcionará de forma universal e gratuita. Ou seja, pela natureza das redes digitais, nós vamos levar cultura da melhor qualidade não só para quem vive em Aracaju, mas gente do mundo inteiro. Sergipanos que moram na Noruega ou nos Estados Unidos, podem programar festas inteiras com nossos espetáculos, todos gravados em condições profissionais de captação de áudio, iluminação, direção de fotografia etc. 

Aparte - A plataforma então tem uma finalidade de entretenimento?
Luciano Correia -
Não só. Imagine alguém que queira pesquisar ou fazer uma matéria sobre nossa cultura, a música, a dança ou o teatro que praticam em Sergipe. Tudo isso vai ficar disponível. Eu digo que é uma pequena revolução porque, além da disponibilização de tantos conteúdos, vai permitir a circulação do melhor de nossa produção artística no mundo inteiro, construindo um diálogo permanente com outras linguagens de vários cantos do mundo. Isso é fantástico.

Aparte - Os produtos são estritamente os realizados pela Funcaju?
Luciano Correia -
Inicialmente, sim, porque estamos disponibilizando nosso acervo atual e de um pouco antes. Mas pretendemos - e desejamos - fazer com que a plataforma funcione como canal de divulgação da produção independente, de obras licenciadas, como fizemos agora com os editais do audiovisual. Ou seja, será “o” lugar de exibição, de visibilidade, de onde o artista pode se posicionar para empreender, inclusive, sua colocação no mercado.

 

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Lelê Teles
Acho que a Funca vive seu melhor momento!
sonia pedrosa
Bela iniciativa! Parabéns, Luc!!!
Elson Melo
O projeto criado por Luciano Correa eh a maior surpresa na era da pandemia. 'Aju Play' , uma ideia marcante, envolvente e inovadora num momento delicado da vida . Se a promessa vingar, será um 'show' de cultura. Palmas para o 'guerreiro' da comunicação.