Aparte
Opinião – Daniel Silveira: o “deputado Rombo” e a sua turma da lacração paralela

[*] Leandro Pereira Gomes

Esse Daniel Silveira está dando o que falar: prejudicou o seu mito, os aliados, militou errado - ou certo, a depender do mundo que você escolheu acreditar.

Afinal, o perfil do eleitor do baixo clero carioca mostrou só não ser mais complicado, propriamente, que o do defensor dos conspiradores e conspiracionistas autocratas de quinta.

O sudeste, em si, parece gostar desse tipo de vexame, e vai de Tiririca a Bolsonaro pelos piores motivos possíveis.

Sério: uns diriam que esse era um voto de protesto. Hoje está pior que futebol com as defesas que se vê por aí, e tem sempre a carta coringa para se autocomparar com o PT e o Lula, pelo que o fizeram odiá-los.

Daniel Silveira se tornou figura conhecida no país e agora não tem meio termo: é o rosto público de uma nova[?] milícia, pois é um cara violento e que estimula a agressão física, que foi expulso da Polícia Militar, não antes de ser dezenas de vezes preso, no que se vangloria ter sido “90 ou 60 vezes” por conseguinte novato parlamentar.

É impossível. Não dá para defender a Polícia - e não o uso mal-intencionado de um sociopata desses, do uniforme - ao dar razão para o cara.

Ele quase bate numa policial, inclusive, por essa pedir-lhe para colocar a máscara de proteção contra o vírus. Tem que ser muito tosco para se identificar com o sujeito. É não querer nem merecer qualquer diálogo.

Isso teria um tom até leve pelo quanto é alucinado, se não chamasse todo mundo de vagabundo e vagabunda, com destaque quando a agressão é direcionada para alguma mulher, o bombado descerebrado é incel no sentido literal da palavra.

Esse é um daqueles casos que nunca deveria ter entrado para a política, mas que se sustenta pelo atual estado das coisas, em que uns e outros comemoram o assassinato de adversários - como o de Marielle Franco -, usam a liberdade para pedir o fim da liberdade - como o AI-5 -, se dizem conservadores e contrarrevolucionários enquanto agem pela própria e esquizofrênica revolução.

Eita delírio coletivo este que trouxe o velho Olavo de Carvalho, “o maior educador do Brasil” para aquele sociólogo paraibosergipano aqui Entrevistado. Se nem Deus salva essa causa, que ao menos ajude hoje a Câmara a banir para bem longe da política esse tal Silveira descompensado.

[*] É jornalista profissional e colaborador do Portal JLPolítica.

 

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