Aparte
Valmir diz que Itabaiana pode ter três deputados estaduais este ano

Valmir de Francisquinho: “Eu torço que a cidade tenha cinco representantes na Alese”

O prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho, garantiu a esta coluna que a pré-candidatura de Talysson de Valmir de Francisquinho - vai ser este o nome político do filho - tem caráter irreversível e até torce para que os opositores do seu grupo político - Luciano Bispo, seu inimigo clássico, e Maria Mendonça, a ex-aliada elevada a oponente ano passado - se elejam também.

“O que que posso garantir é que a pré-candidatura de Talysson está decidida. Eu não posso fazer previsão de quantos se elegerão por aqui. Mas lembro que Itabaiana já teve três estaduais de uma só vez. Eu torço para que a cidade tenha cinco representantes na Alese. Quanto mais melhor, seja Maria ou seja Luciano. Eu não me importo não”, diz Valmir.

“Eu tenho que me preocupar com a pré-candidatura de Talysson. Ele tem se relacionando com vários municípios. Uns cinco. Vamos buscar 15 mil votos fora de Itabaiana. Aqui na cidade, queremos passar dos 10 mil. Ninguém vai ter 18 mil. Maria teve 21 mil sozinha e Luciano 18 mil. Eu estou trabalhando com a possibilidade de 45 mil votos válidos para os filhos da terra. Se for 15 para cada, está bom. Maria mesmo tem muitos votos fora”, diz Valmir.

O prefeito de Itabaiana jura que sua fase de desentendimento com a deputada estadual Maria Mendonça cessou. “Ela me insulta, mas não respondo não. A rádio dela (a Capital do Agreste) bate em mim pesado. Ela já queria romper comigo há tempos”, diz ele.

“Maria nunca teceu elogios à gestão de Itabaiana. Era visível que ela queria o rompimento. Eu sempre fui correto com ela. Votei nela para deputada estadual, fui coordenador da campanha e ela ganhou para Luciano Bispo, de quem nunca havia ganhado em Itabaiana, nem para prefeito nem para deputado”, disse o prefeito.

Em relação a Valmir, Maria Mendonça evita pessoalmente qualquer conceito. Esta coluna já ofereceu até espaço para que ela escrevesse artigo sobre tudo que se passou entre os dois, mas ela se negou - ela é, pessoalmente, uma política de comunicação travada e parece pouco assistida neste sentido. “Grande parte da família de Maria que tinha cargos na Prefeitura eu já troquei”, admite Valmir.