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Jozailto Lima

É jornalista há 38 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração Tanuza Oliveira.

Marcio Macêdo admite que quer Câmara Federal, e vê 2020 como “tarefa política” dada pelo PT
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Marcio Macedo: “Eu cumpri uma tarefa política que o PT me deu”

Se autodefinindo como “bem e em paz”, e devidamente purgado da última campanha de prefeito de Aracaju, na qual jogou pesado contra o seu maior competidor, Edvaldo Nogueira, PDT, Marcio Macêdo, vice-presidente nacional do PT, admite que tem projeto de acessar a Câmara Federal a partir de 2023, indo à disputa no ano que vem.

“Eu quero, sim, ser candidato a deputado federal e estou avaliando os processos. Dependo de alguns fatores. Tem a candidatura de Lula à Presidência ou não. Tem o projeto de Rogério Carvalho ao Governo do Estado ou não. Diria, portanto, que dependo tanto da construção nacional quanto da local de Sergipe dentro do partido”, afirma Macêdo.

Para Marcio Macêdo, não há, de antemão, nenhum obstáculo às suas intenções - nem mesmo numa eventual candidatura a deputada federal da vice-governadora Eliane Aquino, sua amiga pessoal e de corrente de militância interna no PT.  

“Eu não conversei a respeito disso ainda com Eliane Aquino. Mas garanto desde já que não tem complicação entre eu e Eliane. E também não haverá disputa entre ela e eu, assim como não há nenhuma disputa entre eu e Rogério Carvalho. Eu afirmo que vamos construir um projeto político para 2022 que tenha espaço para as lideranças representativas do PT de Sergipe”, diz o moço.

Marcio Macêdo e o PT bancaram um projeto em 2020 de disputa da Prefeitura de Aracaju - pode ser chamado de dissidência? -, mesmo com o aliado histórico Edvaldo Nogueira indo à reeleição. Mas não foram felizes.

Não foram felizes, mas Marcio Macêdo não guarda nenhum remorso de tudo o que ocorreu - com o tudo simbolizando alguns chutes tenebrosos na canela de Edvaldo Nogueira.

“Eu tenho clareza do que aconteceu ali. Combati o bom combate, fiz uma campanha limpa. Dura na política, mas limpa. Acabou a eleição de 2020, virei a página”, analisa Marcio Macêdo.

“Eu cumpri uma tarefa política que o PT me deu e que eu pessoalmente também queria fazê-la. Não ofendi a honra de ninguém, não atingi pessoalmente a ninguém. Mas fui duro na política, como tinha de ser, porque não era um campanha de brincadeira”, reitera.

Foi notável que, passada a eleição, Marcio Macedo desarmou o palanque e foi se depurar na Pasargada de Manoel Bandeira, onde ele é amigo do rei. “Uma vez encerrada campanha, eu só não quis ficar falando”, pontua.

“Eu queria me recompor e optei no pós-eleição por alguns meses sabáticos para analisar com frieza o que aconteceu e não alimentar nenhum tipo de raiva ou sentimento negativo no meu coração, que não é do meu perfil, porque nunca foi assim que fiz política”, diz.

 

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