Aparte
Gibran Ramos acha que trombada entre TV Sergipe e Devinho Novaes serviu à sergipanidade

Gibran Ramos com Marluce: que se trabalhem mais as tradições nordestinas

“Junho de reflexão e exaltação a sergipanidade”. Quem faz essa reflexão é o administrador de Empresas Gibran Ramos Boaventura, idealizador do Festival de Forró Josa, que tem como tradição predileta realizar esta tradicional festa todos os anos no município de Areia Branca, onde foi vereador.

Gibran Ramos promove o Festival de Forró Josa desde 2014. E, como o nome já induz, o evento é uma homenagem a Josa, o Vaqueiro do Sertão - que foi o tema daquele ano, e à autêntica música nordestina -, e depois vieram Rogério e Clemilda em 2015, Erivaldo de Carira e Zé Rosendo & Marluce em 2016, Zito Costa e Lourinho do Acordeon em 2017, Alcymar Monteiro e Vânia Silva em 2018, Correia dos Oito Baixos e Cebolinha do Forró Biss, em 2019.

Tudo isso sem nenhum recurso público ou cobrança de ingresso. “Fazemos esta festa cultural todos os anos com o apoio da família, dos amigos e dos próprios forrozeiros, que não cobram cachê”, justifica Gibran.

A partir desse trabalho em prol do forró de raiz, Gibran se revelou surpreso com a notícia que ecoou por todo Sergipe e no meio artístico de o cantor de arrocha Devinho Novaes ser inserido para representar o Estado como apresentação alusiva a cultura nordestina pela TV  Sergipe, que há muito tempo apoia os artistas da terra e o próprio Festival Josa todos os anos e desde a primeira hora.

“Confesso que achei que era mais um fake news comum dos tempos de mídias sociais, mas aos poucos percebemos que era verdade. Enfim, essa tremenda bola fora serviu para uma boa e necessária reflexão e exaltação à sergipanidade. Como um despertar, a população se incomodou e acabou trazendo o feito a ordem. Na última esta sexta-feira, 4 de junho, a emissora divulgou a substituição do arrocha pelo forró”, diz Gibran.

Gibran Ramos espera que essa sensação e reflexão que ocorreu através de uma provocação inesperada se intensifique e que se valorize cada vez mais quem faz o autêntico forró,

“Pedimos também que os poderes públicos municipal e estadual de Sergipe criem escolas de músicas que trabalhem as tradições nordestinas, a exemplo da sanfona, o triângulo e o zabumba. Assim como incentivem as quadrilhas juninas nos municípios para que não percamos nossa identidade”, reforça Gibran Ramos.

 

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