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João Fontes ainda quer o PPS, mas já admite candidatura de senador avulsa

João Fontes: tudo foi feito em harmonia com Roberto Freire

O pré-candidato ao Senado pelo PPS, ex-deputado federal João Fontes, garante que não nutre muita preocupação pela tendência anunciada por Clovis Silveira, presidente do PPS, de Sergipe, de lhe negar a legenda para a disputa em virtude da saída de Mendonça Prado para o DEM.

Clovis Silveira tem dito que o PPS não tem mais compromisso com a candidatura de Fontes para o Sendo. Segundo João Fontes, a negativa de Clovis não tem muito embasamento em tratativas anteriores e superiores.

“Todo o procedimento que nós fizemos na passagem de Mendonça Prado para o DEM foi combinado com Roberto Freire. Roberto disse a mim que deixasse com ele que ele resolveria tudo com Clovis Silveira”, afirma Fontes.

“Mas se o partido mantiver esta posição, que é de Clovis, de não ter candidatura majoritária, preponderantemente a de senador, eu terei um prazo de até 6 de abril para mudar de sigla. Aliás, está na pauta do STF uma ação pela procedência da candidatura avulsa, independente, e deve julgar até o final de março. E isto é uma opção minha”, diz Fontes.

“Na realidade, eu tenho três opções. Eu quero ser candidato pelo PPS, porque o compromisso desse partido para comigo foi o da candidatura majoritária para o Senado. A segunda é a de um mudar de partido até seis de abril e a terceira é essa da candidatura avulsa. Essa possibilidade não é mais uma novidade. Na França, o candidato Emmanuel Macron se fez presidente via candidatura independente. E todas as democracias mais modernas do mundo aceitam candidaturas independentes de partido”, reforças Fontes.

João Fontes reitera que, para ele, “é difícil fazer uma avaliação da reação do Clovis”. “Aliás, eu não estou muito preocupado com isso. Os percentuais de intenção de votos que eu e Mendonça Prado temos hoje o são independentes do PPS. A gente seria candidato pelo PPS somente com 28 segundos de televisão. A gente só poderia ter candidaturas viáveis com ampliação de outros partidos e o DEM é fundamental nisso. Nós tiramos o DEM do colo de Jackson Barreto. Só o DEM tem 3 minutos de TV”, diz.

“A gente está conversando com outros partidos. Mendonça poderia estar bem no PPS, mas lá na frente, sem tempo de TV, não iríamos a lugar nenhum. Quem é lúcido sabe que vamos enfrentar uma candidatura governista e outra de oposição. E isso não é briga de menino e nem de amador”, avisa ele.