Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 39 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração / Tanuza Oliveira.

Opinião - Só teremos governos limpos se tivermos eleições limpas
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[*] Sérgio Sobral
 
Eu gostaria de começar este artigo com uma constatação que é quase óbvia, mas que precisa ser dita: só teremos governos limpos se tivermos eleições limpas. E eleições limpas, para mim e para todo cidadão preocupado com os destinos do Brasil e de Sergipe, são aquelas em que o povo decide a partir das suas próprias convicções. 
 
Eleições limpas passam pela ausência total e plena do abuso financeiro. Mas vão bem além disso. Passam, sobretudo, por um jogo de verdades que não permita a enganação, o sofisma, a trapaça contra as biografias e as honras alheias. 
 
Eleições limpas passam, portanto, por ética no embate entre os candidatos. E, também, pela ética dos eleitores. Nada de compartilhar o que é falso. Nada de falsificar realidades. Nada de vender ou trocar o voto. É assim que penso. E é assim que deve ser.
 
Nós sergipanos estamos cansados de assistir, a cada dois anos, nas eleições do Estado ou nas de Aracaju, a uma verdadeira aberração no comportamento do chamado marketing político. Ou eleitoral. Aquele que vai parar nas TVs e rádios em busca de voto do eleitor. 
 
Ali, se convencionou a praticar um verdadeiro tora-canelas. Um abusado vale-tudo, segundo o qual abaixo da linha do queixo tudo é cintura. Tudo é pra levar pancada. Traduzindo, deixam de lado as propostas, os programas de Governo, a boa discussão dos problemas do Estado e da sociedade para agredir o concorrente. A vida e a honra do concorrente. 
 
Para agredir, na maioria das vezes, inventando inverdades da vida privada. Isso não é republicano. Isso não é democrático - graças a Deus, o peso da propaganda política perdeu densidade. Não terá sido por isso que Sergipe virou esta terra com extrema dificuldade em afirmar bons projetos?
 
No meu modo de ver, essas práticas não constituem eleição limpa. Nós não queremos isso. Nenhum eleitor quer isso. Isso é tão grave quanto o abuso financeiro, cuja força do dinheiro torna, na disputa, desiguais os iguais. 
 
Graças a Deus, foram varridos do horizonte das campanhas aqueles megainvestidores que contribuíam com os candidatos para logo depois da eleição mandar a conta, a fatura, para que o dinheiro do povo quitasse. 
 
Esse modelo de financiamento com dinheiro privado, felizmente, foi sepultado. Mas restou dele o escândalo em que o Brasil se meteu, com tanta corrupção na esfera pública, vazando e atingindo a atividade privada - basta ver nossos 13 milhões de desempregados. Uma enorme massa sem poder de consumo.
 
Vem desse modelo a crise profunda em que estamos vivendo - uma crise que atinge em cheio ao setor que represento, o do mercado imobiliário e o da incorporação, um dos maiores geradores de empregos do país. Nós não queremos isso.
 
Todos sabem com qual grupo político me alinho em Sergipe. Não é segredo para ninguém - e me alinho exatamente por ver seus líderes também alinhados com a ética, a decência e os bons propósitos na política local e nacional há mais de 50 anos. 
 
Não declinarei os nomes aqui, porque não é esse o propósito desse artigo. Mas escrevo ciente de que eles se ajustam com perfeição dentro do conceito de que só teremos governos limpos se tivermos eleições realmente limpas. Quem quiser segui-los, que o faça. Eu os sigo.
 
[*] É corretor de imóveis desde 1982, administrador de empresas, gestor imobiliário, especialista em marketing, presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de Sergipe - Creci-SE – e diretor do Cofeci.

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