Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 37 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Prevaleceu o “Belivaldo Chagas chegou pra resolver”. Alta votação confirma a força dele
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Belivaldo Chagas: se viabilizou administrativamente e convenceu os sergipanos

Os 679.051 mil votos obtidos por Belivaldo Chagas, PSD, tornando-o governador reeleito de Sergipe neste domingo, 28, eram esperados, apontados por todas as pesquisas e pelas evidências das conversas sobre a campanha dele nas ruas, nos bares, na família.

Desde 2006, esta foi a primeira eleição de Governo de Sergipe a ir para um segundo turno, e isso se deu porque a disputa botou no contexto duas outras candidaturas competitivas, a de Eduardo Amorim, PSDB, que ficou pelo meio do cominho no primeiro turno, e a de Valadares Filho, que caiu neste domingo, com apenas 35,28% dos votos.

Sob todos os aspectos, o desempenho eleitoral de Belivaldo Chagas foi excepcional. Foi marcante. Ele manifestou que tem peso, tônus, liga e poder político de abarcar gente, pessoas e converter isso em votos. Em apenas seis meses como titular de um Governo que todos davam por degradado, Belivaldo o elevou a um nível viável. Os sergipanos sentiram segurança nisso e deram-lhe o direito de permanecer no comando por mais quatro anos. Quem diz isso são as urnas, contra as quais não cabe briga.

O peso do desempenho final de Belivaldo Chagas, revelado pelas urnas neste 28 de outubro, já havia sido prenunciado por esta Coluna Aparte na noite de domingo, 7, assim que ele passou ao segundo turno com mais de 202 mil votos de frente sobre Valadares Filho. Esse foi o título da análise dessa Coluna daquele dia: “Sergipanos legitimaram nas urnas o modo de ser e de governar de Belivaldo Chagas.

A abertura dizia exatamente a isso: “A expressiva votação de Belivaldo Chagas, PSD, neste domingo, com ele assumindo folgadamente a liderança na corrida pelo Governo de Sergipe, revela alguns aspectos positivos que seus oponentes não quiseram ler bem. Aliás, que seus oponentes subestimaram perigosamente”.

E completava: “Esses aspectos da figura pública de Belivaldo Chagas têm tudo para lhe valer, no dia 28 de outubro, a reeleição de governador. Embora os dados ainda estejam rolando, muito dificilmente ele perderá essa eleição?

Está aí: de fato, Belivaldo não perdeu. Mais do que não perder, Belivaldo ganhou um cartão verde para, aos 58 anos, sem direito à reeleição, apitar um pouco mais em favor dos destinos de Sergipe. Mas esse cartão verde não vem simplesmente do fato de ele ter ganhado essa eleição com os pés nas costas.

Esse cartão verde se confirma nos propósitos que Belivaldo Chagas tem de, em apenas quatro anos, desempenar o eixo de um relativo atraso de Sergipe e projetá-lo por mais 30 anos à frente. “Eu disse 30 anos, porque não poderia falar em 40, por ser o número do meu adversário”, disse ele, em tom de brincadeira a esta Coluna na última quarta-feira, 24.

Você pode até não gostar de Belivaldo Chagas - e os 370 mil eleitores que votaram em Valadares Filho disseram isso -, mas ninguém pode negar-lhe o peso e a força de vontade de administrar que há nele.

De ir para cima das coisas públicas e derrubar pela cepa os problemas que eventualmente haja nelas. Os 378 mil votos de Belivaldo Chagas foram uma confirmação retumbante dessa força de vontade de administrar que há nele. E, como diria o velho e bom Marcelo Déda, “tirem com o gancho”.

Foto: Anderson Barbosa/G1