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Jozailto Lima

É jornalista há 39 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração / Tanuza Oliveira.

Propaganda eleitoral de rádio e TV começa sexta e será curtíssima. Sairá melhor quem fez mais corpo a corpo
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Carlos Cauê: “Quase que como à moda antiga”

Na próxima sexta-feira, 31 de agosto, começa a propaganda eleitoral das eleições 2018 no rádio e na televisão. Ela vai até o dia 4 de outubro, a quinta-feira véspera do domingo eleitoral. Não precisa fazer contas: serão 35 dias líquidos de propaganda.                                         

E há, nestes 35 dias, um detalhe profundamente significativo no modo de se fazer eleições no Brasil. Profundamente significativo para os candidatos, para os eleitores e para economia nacional - gasta-se menos. Em síntese, estes 35 dias sinalizam o quanto mais curtos ficaram os períodos eleitorais.

É bom lembrar que a propaganda eleitoral já teve 90 dias, caiu para 45 e agora perde dez. Até 2014, as convenções eram feitas no dia 30 de junho com tolerância de registro de candidaturas até o dia 5 de julho. Em 2018, a data das convenções foi até o dia 5 de agosto. Tudo mais curto. Tudo mais compacto.

O que muita gente não percebeu - inclusive alguns candidatos - é que, com 35 dias, foi praticamente varrida da propaganda eleitoral de rádio e TV, aquela tradicional possibilidade de ela operar milagre. De erigir e destruir gente.

Com 35 dias divididos por dois entre candidatos ao Governo-Senado e ao Legislativo - Câmara-Alese -, um candidato a governador terá algo em terno de 16 programas de televisão.

Paralelamente, eles terão as inserções avulsas ao longo das programações, que terão mais força do que aquelas fixas. Mas é tudo muito pouco comparado à fatura de antes. A campanha de 2018 trouxe uma permissividade maior no período chamado de pré-campanha. Ali, sim, quem soube fazer um nome mais adensadamente, lucrou. Agora, não.

Por incrível que pareça, em plena era digital, das multimídias, essa campanha vai trazer de volta o velho modelo de relação corpo a corpo. Do contato físico com as pessoas. É claro que não dará para abraçar 2,4 milhões de sergipanos em 50 dias.

Portanto, quem se antecipou antes, quem mais gastou chinelo previamente, vai faturar mais. Sairá com vantagem quando aparecer 16 vezes na TV pessoalmente ou em forma de programas de Governo. “Esse corpo a corpo terá um grandioso valor. Quase que como à moda antiga”, admite o marqueteiro Carlos Cauê, responsável pelas campanhas de Belivaldo Chagas ao Governo, e de Jackson Barreto e Rogério Carvalho, ao Senado.

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