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Ex-presidente da OAB evita avaliar gestão de Henri Clay

Carlos Augusto Monteiro: maturidade e calma

Ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Sergipe por seis anos, Carlos Augusto Monteiro permanece fiel ao seu propósito de hibernar um pouco para a luta de classe nesta hora, mas não de abandoná-la totalmente. Ele tem cuidados, como se não quisesse trombar com seu desafeto Henri Clay Andrade, cuja sucessão vai se dar no final do ano que vem.

“Na verdade, meu foco hoje é cuidar da minha advocacia”, diz ele. Mas não nega dois aspectos políticos. Primeiro: “Eu só sei que vai ser difícil ele (Henri Clay) arrumar os interesses de muitos que querem o poder ano que vem lá do seu lado”, diz. E, segundo, garante que se a candidata que ele apoiou em 2015, Rose Moras, disputar, terá seu apoio.

“Eu dediquei 16 anos da minha vida à Ordem, seis dos quais como presidente, e tenho o entendimento de que contribuí e agora tenho de cuidar mais da minha profissão. Mas não estou abandonando a luta de classe. Acho que a política faz parte do nosso cotidiano e sempre que chamado para ajudar a própria Ordem estarei de prontidão. Porque a Ordem é de todos nós e da sociedade”, diz Carlos Augusto Monteiro.

Com relação à avaliação da gestão de Henri Clay, Carlos Augusto Monteiro prefere o escapismo e passa a bola. “Hoje nós somos em quase 12 mil advogados em Sergipe e cada um deles pode fazer a sua própria avaliação. Eu tenho a minha, mas prefiro me reservar”, diz.

“No momento que eu achar adequado, vou fazer uma avaliação muito geral e até comparativa com a gestão anterior. Nunca fui de ficar em cima do muro. A questão é que não acho o momento adequado. A gente tem de fazer uma avaliação da gestão do quadro geral e não fatiadamente”, diz Carlos Augusto Monteiro.

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