Aparte
Kaká Andrade: “Sou oposição em Canindé e me comportarei como tal”

Kaká: de cabeça erguida e pronto pra 2022

É com essa frase que Kaká Andrade, PSD, irmão do ex-prefeito Orlandinho Andrade, deixa claro como atuará em Canindé de São Francisco politicamente nesse município pelos próximos quatro anos – isso se o mandato do prefeito eleito Weldo Mariano, PT, contrariar as estatísticas locais e chegar até o final.

Candidato a prefeito no ano passado, Kaká Andrade era tido como favorito na disputa, mas perdeu para o adversário num resultado que ele mesmo classifica como “estreito, no nível do detalhe”: Weldo venceu com 42,29% dos votos válidos, ou 7.235 votos, e Kaká obteve 41,82%, ou 7.154 votos. Mesmo assim, com essa diferença mínima, um saiu vitorioso e o outro, obviamente não. Kaká atribui isso a alguns feitos.

“Infelizmente, uma boa parte do eleitorado não vota pelo programa de governo, por ter um discurso voltado para os interesses coletivos, e sim em cima de um discurso de ódio, baseado em interesses individuais, o que faz com que candidatos saiam prometendo o que não podem cumprir. E eu não fiz isso”, analisa Kaká.

Pelo contrário. Segundo ele, a campanha foi bastante propositiva, com soluções para os problemas que o município de Canindé enfrenta. “Não poderia prometer emprego para todos, por exemplo. Mas a gente via isso acontecer na campanha. O meu jeito de fazer as coisas é com a verdade”, ressalta.

Kaká diz que fará uma oposição vigilante, mas responsável. “Sou consciente e o que for feito de correto eu reconhecerei, assim como denunciarei o que for de errado. Sou oposição a esse governo de Canindé e me comportarei como tal”, reitera.

De acordo com Kaká, o grupo que se uniu em Canindé é extremamente sem uniformidade: tem todas as tendências dentro de um agrupamento só, da extrema direita à extrema esquerda.

“Foi uma união que não é por convicção, mas por conveniência. O grupo se juntou para me derrotar. Usou todos os meios para se eleger e, infelizmente, conseguiu”, afirma.

Por tudo isso, Kaká Andrade garante que não é hora de baixar a cabeça. “Saio de cabeça erguida por ter feito a campanha que tinha que fazer e por ter sido o Kaká que sempre fui”, diz.

“Não sou um mercador de ilusões, hipócrita, impostor e não o seria em face de uma campanha. Não me tornaria outra pessoa nem enganaria a população para vencer. Não é o meu estilo”, reforça.

Mas, daqui a pouco, o foco será 2022, e Kaká não esconde que estará no jogo outra vez - não necessariamente como candidato. “Sempre me envolvi, então na próxima eleição estarei apoiando a base do governo, seu candidato majoritário e os proporcionais, incluindo meu primo Jeferson Andrade, que é deputado estadual e vai à reeleição”, garante.

 

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