Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 38 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração Tanuza Oliveira.

Sérgio Sobral: “Para mim, o que importa é o fortalecimento do mercado imobiliário e da nossa profissão”
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Sérgio Sobral: “Sou um profissional do mercado imobiliário há mais de 30 anos e vou continuar”

Os últimos três anos da gestão de Sérgio Sobral como presidente do Conselho Regional de Imóveis de Sergipe - Creci/SE - se encerram no próximo dia 31 de dezembro.

Ali, Sérgio fechará um ciclo de duas décadas de mando e a partir do dia 1º de janeiro de 2022 assume, automaticamente, o corretor André Cardoso, eleito presidente em 7 de julho deste ano.

Para Sérgio Sobral, não há nada a queixar contra a mudança que os corretores de imóveis optaram por fazer com a eleição de André Cardoso, dando-lhe um mandato por expressiva votação.

“Nós temos mania de procurar culpados para tudo. Mas o que posso dizer é que eles quiseram mudar, a mudança ocorreu e eu acolho isso normalmente”, afirma. 

“É bom ficar claro que para mim o que importa é o fortalecimento do mercado imobiliário e da nossa profissão de corretor de imóveis e de gestor imobiliário. O que eu puder fazer para ajudar nosso mercado imobiliário e nossa profissão, estarei fazendo”, diz Sérgio Sobral. 

Veja aqui este breve bate-papo do presidente do Creci-SE com a Coluna Aparte.

Aparte - Quando o senhor passará o mandato para o seu sucessor André Cardoso?
Sérgio Sobral -
Nosso mandato se encerra no dia 31 de dezembro deste ano e a partir do dia 1º de janeiro ele será o presidente. Com data de 1º de janeiro, já foi dado como empossado.

Aparte - Por que esta demora entre a eleição e a posse?
Sérgio Sobral -
É porque a eleição foi feita muito antecipadamente, se dando no dia 7 de julho – isso para não deixá-la pro final do ano.

Aparte – Em que situação o senhor passará a gestão do Creci/SE para os futuros gestores?
Sérgio Sobral -
Passaremos bem. Quando assumimos, o Creci de Sergipe era uma casinha com quatro salas e hoje são 900 metros de área construída. O maior terreno do sistema Cofeci-Creci do Brasil é o de Sergipe – onde construímos uma sede, depois outra em anexo, um auditório. Tinha um fusca, hoje tem sete carros novos. Hoje temos a TV Creci, fazemos campanhas, temos cursos online, cursos sem custo algum para os corretores. Hoje a gente deixa dinheiro em caixa. Nós somos um dos Crecis mais capitalizados do país.

Aparte - Foram quantos anos do senhor à frente do Creci/SE?
Sérgio Sobral -
Eu passei dois anos na época da intervenção, quando eu era vice, e depois presidi. Foram cinco mandatos de três anos, todos eleitos, e o período da intervenção. 

Aparte - E o que o senhor espera dessa futura gestão? 
Sérgio Sobral -
Espero que ela continue esse trabalho, que não é só meu, e sim da Diretoria, dos conselheiros. O futuro presidente, inclusive, já foi vice-presidente, já foi secretário e atualmente é conselheiro do Creci. 

Aparte - O senhor teria uma justificativa para o seu grupo ter sido derrotado com uma diferença tão grande de votos?
Sérgio Sobral -
Primeiro, ficou claro que os corretores queriam mudanças. E, segundo, a outra chapa tinha oito conselheiros atuais. Como Fátima Sobral e Fausto Sobral, minha esposa e meu filho, também são conselheiros, apelaram para isso. Vendo uma gestão familiar. 

Aparte - Como fica o ex-presidente Sérgio Sobral? O senhor continuará um militante político do Creci? 
SS -
Eu sou um profissional do mercado imobiliário há mais de 30 anos e vou continuar assim. Sergipe é o único lugar que eu, como presidente, fiz a diplomação e a posse antecipadas dos vencedores. Eu dei posse a eles como conselheiro e no dia 1º de janeiro, a nova Diretoria estará no comando automaticamente. 

Aparte -  Haverá um rito de transição?
SS -
Se ele quiser, pode instituir um grupo e mandar para o Conselho a partir de novembro. 

Aparte - O senhor guarda algum tipo de mágoa ou ressentimento em relação à eleição?
SS -
Não. Nós temos manias de procurar culpados para tudo. Mas o que posso dizer é que eles quiseram mudar, a mudança ocorreu e eu acolho isso normalmente. É bom ficar claro que para mim o que importa é o fortalecimento do mercado imobiliário e da nossa profissão de corretor de imóveis e de gestor imobiliário. 

Aparte - Então o senhor não atuará no campo das restrições?
SS -
Não. O que eu puder fazer para ajudar nosso mercado imobiliário e nossa profissão, estarei fazendo, porque ajudando a cada dia mais nós teremos um mercado imobiliário pujante e fortalecido, independentemente de eu estar presidente ou não do nosso querido Creci Se. E já foi um grande prazer nesses anos dar minha contribuição para o crescimento da profissão. De modo que desejo todo sucesso para os futuros dirigentes do Creci-SE. E tenho gratidão a todos os conselheiros, diretores e funcionários que nesses anos todos nos ajudaram nessa missão. 

 

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