Aparte
Opinião - A paz e a independência - sobretudo a que ainda não chegou 

[*] Adir Machado Bandeira

Defender a paz não significa ficar em casa quieto e calado. Ao contrário: exige uma tomada de posição. Tomada de posição que antecede à defesa das próprias ideias e convicções.

Nós que defendemos essa causa nesse momento turbulento da democracia brasileira, defendemos o direito de reunião dos brasileiros, desde que sejam reuniões pacíficas e desarmadas.

Defendemos a liberdade de expressão, com repressão a posteriori, jamais prévia, pois o controle prévio da opinião é censura, salvo no caso do discurso de ódio, que não está incluso no direito fundamental da liberdade de expressão.

Somos a favor da convivência dos contrários, inclusive com os naturais e necessários embates e enfrentamentos entre os divergentes, mas dentro de um regime democrático, onde impere o respeito aos que pensam contrariamente, inclusive se forem minorias.

Defendemos os direitos individuais e sociais com a mesma intensidade, acrescentando nesse amálgama a fraternidade, enquanto direito constitucional de terceira geração, que nos é muito caro.

Não fazemos escolhas entre liberdade ou igualdade, segurança ou justiça. Colocamos um “e” entre todos esses valores e os conciliamos, segundo modernas concepções de proporcionalidade, guiados pelo princípio da dignidade da pessoa humana.

Confiamos num modelo social pluralista e sem preconceitos, com solução pacífica das controvérsias. Para tanto, acreditamos na educação como a prioridade número um. Estimulamos a cidadania e não abrimos mão de trilharmos pelo caminho da legalidade e da moralidade.

Entendemos que o Estado é essencial para alcançarmos os valores perseguidos, mas compreendemos que ele precisa se modernizar, garantindo-lhe um funcionamento mais eficiente, respeitando melhor o suor do povo brasileiro, que paga muitos impostos - inclusive paga injustamente.

Assim, é necessário confiar na livre iniciativa e no trabalho digno como caminho para o verdadeiro resgate da verdadeira autonomia do cidadão, para quem a independência ainda não chegou.

Que essa independência nos chegue, mas em pleno século XXI não se admite que ela venha pela guerra. A nova independência conquistaremos com paz. 

[*] É advogado, professor e idealizador do Movimento 7 de Setembro é Dia de Paz.

 

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