Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 38 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração Tanuza Oliveira.

Valadares Filho critica Belivaldo Chagas: “Sendo o governador, eu tomaria medidas diferentes”
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Valadares Filho: “Nunca usei e nem farei da pandemia um palanque político”

Que uma das funções da oposição é apontar os erros de quem está no poder, isso todo mundo sabe de cor e salteado. E tem acontecido bastante de ser assim durante a pandemia do coronavírus. Mas, e se fosse o contrário, como se comportariam os oposicionistas que criticam?

Para esta provocação da Coluna Aparte, o ex-deputado federal Valadares Filho tem uma resposta pronta e imediata. “Sendo eu o governador, tomaria algumas medidas diferentes, mas sempre ouvindo a todos e com humildade, para, pelo menos, buscar errar menos”, diz ele a Aparte.

É necessário lembrar que em 2018 Valadares Filho, pelo PSB, disputou o Governo de Sergipe num tumultuado segundo turno com Belivaldo Chagas, PSD? Mas o que essas “algumas medidas diferentes” significariam de fato, hein Valadares Filho?

“Primeiro de tudo, daria o exemplo, pregando o distanciamento social e cumprindo o meu dever de evitar aglomerações. Faria o direcionamento dos recursos e gastos voltados à saúde - leitos, respiradores e medicamentos - e medidas que reduzissem o impacto negativo do coronavírus na nossa economia”, responde Valadares Filho. 

Isso incluiria, segundo o líder do PSB, debater uma redução viável de impostos ou isenções e aportes financeiros. O ex-deputado reconhece que “vivemos uma excepcionalidade”, mas, mesmo assim, afirma que “vários governadores estão fazendo a sua parte”.

“Não temos visto nenhuma iniciativa aqui em Sergipe, a não ser uma linha de crédito do Banese, que é algo que todo banco faz: emprestar dinheiro”, critica. Para Valadares Filho, não há uma política clara do Governo de Sergipe nessa hora. 

“O governador Belivaldo Chagas tenta agradar quem defende medidas mais duras de isolamento e, ao mesmo tempo, o setor produtivo. E o meio termo acaba não ocasionando resultados satisfatórios e levando a rede pública e privada de saúde ao colapso”, analisa.

“Acredito que a classe empresarial compreenderia a necessidade de ações mais duras de isolamento, desde que houvesse uma compensação e elas realmente fossem colocadas em prática”, opina Valadares Filho.

Ele acrescenta que é preciso frear o crescimento de contaminações, ao mesmo tempo em que deve-se colocar em prática medidas viáveis para manter os empregos, cuidar das famílias carentes, ser parceiro das empresas e focar na saúdem protegendo a vida. 

“Afinal, o poder público existe principalmente para, em momentos como esse, colocar sua mão em defesa da sociedade”, reforça. Outra crítica de Valadares é em relação ao transporte público que, para ele, é um dos locais mais propícios para a transmissão do vírus.

“E em nenhum momento vimos o governador sentar com os prefeitos da região metropolitana para diminuir as aglomerações nos terminais e em ônibus coletivos, que por sinal andam superlotados. Criar horários diferenciados, colocar mais ônibus nas ruas e estudar uma forma de compensar as empresas seriam medidas necessárias”, sugere.

Mas Valadares assegura que essas críticas às ações de Belivaldo Chagas nesse momento não têm cunho político. “Pelo contrário. Tenho buscado fazer críticas com base na realidade e no que vejo que poderia ser conduzido de outra forma. Nunca usei e nem farei da pandemia um palanque político”, garante. 

Valadares se diz defensor da vacina contra o coronavírus e de todos os esforços para que ela chegue à toda a população sergipana e brasileira.

“Como qualquer cidadão, torço para que todos nós possamos sair o mais rápido possível desse momento difícil, com saúde e recuperando a economia. Somente com a vacina em massa é que veremos uma luz no fim do túnel. O momento agora é de união para vencermos o vírus”, diz ele. 

Assim como o governador Belivaldo Chagas e o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, PDT, Valadares Filho também já foi positivado pelo coronavírus. Mas todos os três tiveram sintomas leves e nenhum deles necessitou ser internado.

 

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Roseneide Santana
Eu, francamente, não sou especialista para avaliar as causas do aumento das contaminações em Sergipe. Das notícias, na TV, já vi Sergipe entre apenas 4 ou 5 estados que estavam no azul, algumas vezes. Trata-se de uma nova onda? De novas cepas? Vários países do mundo estão voltando à situação do ano passado. Agora, ler aqui que, se fosse governador de Sergipe, o senhor faria diferente, é, no mínimo, irônico. Precisamos lembrar aqui, Sr. Valadares Filho, que Sergipe está passando pelo que passa quase o Brasil inteiro, por total ausência e/ou irresponsabilidade do governo federal. Lembra -se do seu apoio ao 17 lá atrás? Lembra -se de quantas vezes o senhor esteve nos palanques da esquerda sergipana, ao lado dos inesquecíveis Déda, Zé Eduardo? Ao lado de Lula, de Dilma, do próprio Belivaldo? E, principalmente, recebendo os votos e a confiança das pessoas que faziam a esquerda neste Estado? Pelo seu projeto pessoal, junto com seu papai, o Sr. preferiu jogar tudo pro alto. Ao anunciar seu apoio, lá atrás, à coisa que hoje ocupa a cadeira principal da nação, penso que seu discurso de que "faria diferente" perde um pouco o sentido. Usando o velho clichê: o Sr. perde a oportunidade de ficar em silêncio. Todos que apoiaram este que é tido como a principal ameaça à saúde brasileira deveriam começar qualquer crítica pela autocrítica. Ou mesmo pedindo perdão ao povo brasileiro, no seu caso, especificamente ao povo Sergipano.
Junior Dantas
Esse aí ainda n aceitou a derrota em 2018 É sabe que dificilmente retornará ao cenário político ou seja furo da ambição e da traição quem n lembra do golpe que ele deu no impechimam da ex presidenta Dilma? Agora aguente as consequências Vavazinho.