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Cresce procura por Previdência privada. Mas será que ela é um bom negócio?

Previdência privada tem sido mais procurada pela população

A Previdência privada já era uma realidade para milhares de brasileiros e, depois dos debates em torno da reforma da Previdência pública, esse tipo de transação tem se tornado uma opção cada vez mais viável e, porque não dizer, necessária.

Essa é a leitura que se pode fazer dos números revelados ao JLPolítica por duas corretoras de seguros que operam em Sergipe com esse tipo de transação: a Banese Corretora e a Caixa Corretora. Ambas registraram aumento na procura desse serviço e garantem que a contratação é simples e, acima de tudo, vantajosa.

“Quanto mais tempo o dinheiro ficar investido, mais ele vai render. Quanto mais o cliente investir, mais retorno terá”, ressalta Heráclito Coutinho, da Banese Corretora. Aliás, esse é um dos grandes diferenciais da previdência privada, segundo a Caixa Corretora: o fato de o cliente escolher quanto quer investir e poder resgatar o dinheiro quando quiser.

Mas, para o economista Emerson Sousa da Silva, o negócio não é uma boa opção para a maioria da população, em virtude da estrutura de distribuição de renda. “Em Sergipe, esse quadro é mais desabonador: o rendimento médio é de R$ 1.589,34. Porém, os 40% mais pobres têm um rendimento mensal de tão somente R$ 515,00”, revela Emerson.

Essas e outras opiniões estarão expressas na Reportagem Especial dessa semana, que aborda o tema com especialistas da área a fim de trazer um panorama bem embasado sobre a previdência privada e os impactos dela. A Reportagem estará disponível no domingo, 4, a partir das 20h.