Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 37 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Vandalismo eleitoral praticado em Itabaiana não pode ficar impune
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Sede da Ethos Incorporadora, em Itabaiana: vandalismo e inconsequência

Sob todos os aspectos, é profundamente reprovável o ato de vandalismo com viés homofóbico praticado contra a sede da Ethos Incorporadora, na noite de segunda para terça-feira, 12 para 13 de outubro, na cidade de Itabaiana.

A Ethos Incorporadora é a empresa de Edson Passos, o candidato do MDB a prefeito de Itabaiana. Como a foto aí revela, tacaram tinta de cor alaranjada e deixaram na fachada pichada a inscrição “Viado 22”.

Este ato de vandalismo não é nada inocente. Ele foi praticado premeditadamente para, a seguir, se achar um endereço para o qual se devesse mandar a culpa, a punição e a conta. Sim: ele foi praticado premeditadamente para condenar alguém.

E é identicamente reprovável que queiram atribui-lo ao candidato a prefeito Adailton Sousa, PL. Aliás, a Adailton Sousa nem tanto. Porque, ainda que subliminarmente, é ao prefeito Valmir de Francisquinho, padrinho político de Adailton, que querem atribuir.

 Mas não custa lembrar que, em 35 anos de vida pública, mesmo que, sob um bom período, com as costas largas do velho e poderoso Chico de Miguel por proteção, Valmir de Francisquinho nunca foi de promover, acobertar e muito menos praticar tontices como essas. Valmir sabe que essas condutas punem mais a quem as promove do que a quem é alvo delas.

Seria também reprovável querer atribuir a pichação ao próprio candidato do MDB. Edson Passos é pessoa séria. Longe de se pensar que ele, pessoalmente, tivesse arquitetado essa pa-ta-co-ada para que, na condição de vítima, pudesse tirar proveito dela.

Para que, na condição de vítima, pudesse, montado no congote desse abjeto episódio, se descolar do chão, tadinho, e abrandar uma diferença de mais de 40 pontos percentuais que tem a menos em relação a Adailton nas pesquisas.

Reitere-se: não. Edson não seria capaz disso. Nem mesmo o marketing que o avilta e o expõe como se fosse uma pessoa com avarias mentais seria capaz de empurrá-lo a tanto. Ele não aceitaria.

Mas se o ato de vandalismo não foi praticado nem pela banda do PL e nem pela do MDB, pelo menos a da esfera de Edson, então quem o cometeu?

Responder a isso com precisão não é papel desta Coluna Aparte. Isso cabe aos órgãos da polícia, da segurança pública, com o devido arremate da Justiça Eleitoral.

Mas cabe a essa Coluna Aparte grafar aqui o protesto e o repúdio ao ato, por ele representar um atentado à democracia e às reputações alheias.

Sobretudo quando tenha sido feito na intenção de criminalizar quem certamente não o praticou - não custa lembrar aqui que o número 22 seguido da expressão “viado” na pichação é o do PL. E o PL é partido de Adailton Sousa.

 

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