Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 38 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração Tanuza Oliveira.

Aécio deveria ter sido cassado. Eduardo e Maria do Carmo erraram em protegê-lo
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Antônio Carlos Valadares: voto em sintonia com os interesses do brasileiro

Não há a menor dúvida de que a ação deletéria do senador Aécio Neves, PSDB, de pedir propina a um grupo econômico melado, de aceitar e de recebê-la, e de se deixar flagrar em negociata por telefone macula mais e mais a política nacional e esbofeteia a esperança dos brasileiros.

Não há a menor dúvida de que o ato desse mineiro não o diferencia do modo de achincalhar, roubar e pilhar o Brasil posto em prática pelo lulopetismo desde 2003 que nos levou à bancarrota e à falência enquanto nação.

Não há a menor dúvida de que, por tudo isso e por tudo que a irmãzinha dele, dona Andrea Neves, operou de errado na política, desde Minas Gerais, Aécio Neves não é digno de permanecer como representante do povo de Minas e do Brasil no Senado brasileiro. A decência exige que ele permanecesse com mandato suspenso e que tivesse por ração posterior a cassação.

O erro começa pela ação do STF, de remeter o caso dele ao plenário de uma Casa corporativa como o Senado para julgar se deveria retomar o mandato, ter passaporte, sair de casa à noite e poder cooptar colegas para permanecer ali em definitivo.

Foi triste e repugnante a decisão do Senado. O Brasil viu ali, talvez sem sobressaltos - por não esperar nada daquela Casa Legislativa -, que há 44 vozes afinadíssimas sob o teto do Senado em favor do malfeito. Em favor da má política. Da corrupção. Da malversação da ética. Do deixa-tudo-como-está. E somente 26 em contra os modos nada republicanos do senhor Aécio.

E os sergipanos precisam saber que entre nós o malfeito de Aécio encontrou guarida em duas almas conterrâneas: o senador Eduardo Amorim e Maria do Carmo disseram sim à permanência dele. Deram-lhe o cartão verde. Só o senador Antônio Carlos Valadares coerentemente optou por mantê-lo afastado.

Eduardo Amorim nem sopesou que anda arrastando as asas para convencer que merece ser o governador dos sergipanos no ano que vem, alegando ser ele um político ético e diferente. Sim, mas há uma ética em Brasília e outra em Sergipe, excelentíssimo senhor senador?

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