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Hamilton Mourão aponta dificuldades para preservação da Amazônia

Na abertura da audiência pública desta terça, o vice-presidente defendeu a atuação do Conselho Nacional da Amazônia Legal, do qual é presidente (Marcos Oliveira/Agência Senado)

Na abertura da audiência pública no Senado nesta terça-feira, 14, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, defendeu a atuação do Conselho Nacional da Amazônia Legal, do qual é presidente, mas lamentou os obstáculos para a efetividade das ações do órgão.

Mourão comemorou a recriação desse Conselho, uma iniciativa que, segundo ele, promoveu a coordenação de políticas públicas. Ele lamentou, porém, a falta de recursos para o enfrentamento dos problemas da Amazônia, como desmatamento, queimadas, garimpo ilegal e irregularidade fundiária.

A Operação Verde Brasil 2, iniciada em maio, já teria começado tarde, segundo Mourão. Ele ressalvou, porém, os limites de uma operação de Garantia de Lei e da Ordem - GLO).

“[Os órgãos] operaram sem nenhum recurso extra. Cortaram na carne. Começamos o combate ao desmatamento de forma atrasada, mas não podemos continuar eternamente dependendo das Forças Armadas”, disse Mourão.

Classificando como “falácia” a renúncia ao desenvolvimento econômico em nome da preservação ambiental, Hamilton Mourão alertou para os baixos índices socioeconômicos da Amazônia.

Ele admitiu que as estatísticas sobre desmatamento e queimadas prejudicam a imagem do Brasil no exterior, mas afirmou o compromisso do presidente Jair Bolsonaro com a preservação e o desenvolvimento da Amazônia e a expectativa de um expressivo resultado positivo em 2021 no combate ao desmatamento. (Fonte: Agência Senado).

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado