Politica & Mulher
Tanuza Oliveira

Jornalista desde 2010, com formação pela Unit e atuação em veículos impressos e em assessorias de comunicação em Sergipe. É repórter Especial do JLPolítica desde 2017.

Bancada coletiva do PSOL conta com duas mulheres e é proposta inovadora 
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Bancada coletiva: inovação do PSOL pode trazer mais equidade para a Câmara 

Pela primeira vez em Aracaju, foi lançada uma candidatura conjunta, em formato de bancada coletiva. A chapa reúne duas mulheres: Nathannely Pereira dos Santos e Soayan Silveira de Almeida.

Elas ressaltam que a ideia surgiu das lutas em comum por moradia, emprego, cultura, etc. “A bancada é uma forma de mostrar que nossas lutas não são por dinheiro, são para dar mais voz aos nossos”, resume Nathannely. 

Ela acredita que a bancada pode ajudar a construir um mandato com participação da comunidade, criando leis para atender ao interesse da maioria da população, das pessoas mais simples e que sofrem com a desigualdade.

“A gente quer despersonalizar a política, mostrar que a comunidade tem que ter voz. A gente quer um mandato coletivo, ouvindo as demandas e as diversas vozes do povo, provando que as mudanças acontecem de verdade quando são coletivas, porque quando a gente luta junto somos mais fortes”, argumenta. 

Soayan Silveira de Almeida e Nathannely Pereira dos Santos: comunidade tem que ter voz

Para além disso, com duas mulheres, a chapa também visa a representatividade feminina, colocando a força feminina à disposição das lutas para superar as dificuldades e mostrar que elas podem estar em qualquer lugar.

“Representatividade para nós importa muito, mas é importante dizer que a representatividade que a gente constrói expressa uma política não só feminina, mas feminista. Nós acreditamos que existe uma estrutura social que sustenta as opressões e explorações de gênero e, portanto, a nossa mira está voltada para acabar com essa estrutura”, analisa Soyan. 

Com a participação de dois homens, a bancada pode trazer mais equidade para o Parlamento. “Ter duas mulheres pretas, mães, trabalhadoras, de axé, na Câmara de Vereadores de Aracaju simbolizará a trajetória da luta histórica das nossas ancestrais”, ressalta. 

Elas destacam que as decisões são tomadas juntos, a quatro mãos. “A condição de vida de cada um e uma é considerada na hora propor e garantir as ações da bancada, porque a gente começa as mudanças também entre nós”, pondera Nielly. A ideia é de que isso continue durante o mandato. 

 

 

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