Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 37 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Belivaldo Chagas: “O PT não me causa problema, mas vou de Edvaldinho”
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Belivaldo Chagas: “Que deste processo de 2020 não fiquem sequelas para 2022”

O governador de Sergipe, Belivaldo Chagas, PSD, disse a esta Coluna Aparte nesta terça-feira, 11, que se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, PT, lhe formulasse pedido de que deixasse de apoiar a pré-candidatura de Edvaldo Nogueira, PDT, para respaldar a de Marcio Macedo, PT, na sucessão de Aracaju deste ano, ele não atenderia ao pedido.

“Não tenho razões para isso”, garante Belivaldo Chagas, louvando as virtudes administrativas e os “direitos políticos naturais” de Edvaldo Nogueira, mas sem fazer nenhuma restrição ao PT e nem aos seus quadros em Sergipe. “O mesmo apreço que tenho por Edvaldo Nogueira, tenho por Marcio Macedo. Não tenho e nem nunca tive nenhum problema com Marcio. Minha relação com o PT é boa. Não tenho do reclamar. Tenho uma relação boa com Rogério Carvalho. Tenho uma relação boa com Eliane Aquino, tenho relação boa com a grande maioria dos membros do PT”, ponderou Belivado Chagas.

“Mas eu vou de Edvaldinho”, reitera Belivaldo. O nome completo de Edvaldo é Nogueira Filho, e de vez em quando nos bastidores políticos os que querem lhe fazer afagos tratam-no de Edvaldinho ou Nogueirinha - no mesmo diapasão de Vavazinho para Valadares Filho, PSB.

“No que eu puder ajudar, estarei ajudando Edvaldo. Tenho dito que não tenho voto em Aracaju e acrescento que nem o meu, o que é uma verdade, porque eu voto na cidade de Simão Dias. Devo reiterar que o PT não me causa problema, mas não posso, num momento como este, simplesmente fazer uma opção entre A e B quando ambos pertencem a um mesmo grupo e levando-se em consideração que quem está na Prefeitura Municipal de Aracaju vai para um processo de reeleição, que é de direito dele”, reforça o governador sergipano.

“Ora, se Edvaldo Nogueira não fosse o candidato à reeleição, e que fosse um outro do grupo, eu poderia até me dar o direito de escolher entre um e outro. Mas em sendo Edvaldo o candidato natural à reeleição, e em sendo do grupo, não vejo razão nenhuma para agora eu deixar de ser por ele para ser por qualquer outro candidato mesmo que do grupo”, diz.

No pacote deste fechamento de questão de apoio ao nome de Edvaldo Nogueira, Belivaldo lança mão, também, de lógicas administrativas e de confiança política. “E isso tem uma razão: o cara simplesmente nunca deixou de ser correto comigo, participa do projeto do qual sou um membro, logo é do grupo e está no direito dele de disputar a reeleição”, diz.

“Por que eu vou dizer agora que não deve ser Edvaldo Nogueira o nome? A questão básica é: Edvaldo sempre teve uma boa relação comigo, manteve o respeito e a consideração e, ademais, acho que ele está preparadíssimo para continuar na Prefeitura de Aracaju, porque está fazendo uma excelente gestão. O que não me dá o direito de ser contra a candidatura de Marcio. Porém, contudo, todavia e no entanto, desde a primeira hora me manifestei achando que este não seria o caminho”, diz o governador.

Mas para Belivaldo Chagas, cabe-lhe respeitar “a ponderação” que os petistas “fizeram de que precisariam se posicionar e coisa e tal, papapa e popopo”. “Sim, respeito, e isso é uma questão do PT. Mas acho que não é bom para o projeto do nosso agrupamento quando se pensa na sucessão estadual de 2022”, afirma.

“Enfim, como primeiro temos que tratar de 2020, que deixemos 2022 para 2022. Agora, vou de Edvaldo Nogueira por essas razões todas: ele me apoiou, ele é do projeto, ele está no processo de reeleição de modo natural e eu não vejo razão para que eu simplesmente deixe de apoiá-lo. Enquanto núcleo partidário, cada um que procure seus espaços. Mas já disse e repito: espero que deste processo de 2020 não fiquem sequelas que venham a criar problemas em relação a 2022”, pondera.