Aparte
Senadores comemoram adiamento do Enem

Davi Alcolumbre: MEC tomou decisão após Senado aprovar projeto que adia as provas

Anunciado nesta quarta-feira, 20, o adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio - Enem - repercutiu positivamente entre os senadores, que se manifestaram pelas redes sociais. O calendário original do Enem previa a aplicação dos exames nos dias 11 e 18 de outubro (provas por meio digital) e nos dias 1º e 8 de novembro (provas por meio impresso).

Segundo nota conjunta do Ministério da Educação e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - Inep -, as novas datas serão definidas em enquete a ser realizada em junho.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, destacou a importância da medida, principalmente para os estudantes da rede pública, mas chamou atenção para o PL 1.277/2020, projeto de lei que determina a suspensão das provas do Enem devido à pandemia de coronavírus. O texto foi aprovado pelos senadores na noite dessa terça-feira,19.

“Após o Senado ter aprovado projeto para o adiamento do Enem ontem [terça-feira], o Ministério da Educação confirmou hoje [quarta-feira] que as provas acontecerão em novas datas, com previsão de 30 a 60 dias após divulgado em edital”, observou Davi.

A autora do projeto, senadora Daniella Ribeiro, PP-PB, atribuiu a controvérsia sobre o Enem à omissão do Ministério da Educação diante da crise de saúde.

A pandemia levou à suspensão das aulas presenciais e, ressaltou ela, prejudicou especialmente os estudantes mais vulneráveis: "aqueles que irão fazer o Enem e ficaram com as aulas suspensas e não têm internet em casa, não têm computador, não têm celular com pacote de dados que dê condições de assistir às aulas".

Antes da decisão anunciada nesta quarta-feira, o Ministério da Educação vinha se recusando a adiar o Enem.

Para Daniella, o anúncio do adiamento é uma tentativa do governo de tirar do Congresso o protagonismo de uma ação favorável aos estudantes. Ela acrescentou que não é possível definir quaisquer datas para a realização dos exames enquanto não terminar a pandemia.

Já o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), também nas redes sociais, destacou "a mobilização e a pressão” pelo adiamento. Ele classificou a aprovação do PL 1.277/2020 pelo Senado como uma “derrota histórica" do governo: “Bolsonaro teve que ceder! Mas não vamos parar. Queremos a aprovação do projeto que adia o Enem até o final da calamidade e que isso seja automático em outras situações similares.” 

Líder do PDT no Senado, Weverton Rocha, MA, usou as redes sociais para saudar a medida: “Fizemos justiça aos jovens que sonham com o ensino superior. Batalhamos e conseguimos o adiamento do Enem 2020. Nossa luta é para que todos tenham oportunidade! Essa vitória é de cada estudante brasileiro”.

Segundo o Inep, mais de 3,5 milhões de candidatos já se inscreveram para o Enem 2020. As inscrições para o exame seguem abertas até 22 de maio.

Fonte: Agência Senado

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado