Aparte
Opinião - O Partido dos Trabalhadores pelo Brasil

[*] Rômulo Rodrigues  

O que mais tem nos dias de hoje é gente tentando ignorar a força do Partido dos Trabalhadores para as eleições municipais que devem ocorrer em 15 de novembro.

Vamos fazer um exercício mental: dos 5.570 municípios brasileiros, o PT vai ter candidaturas em 4 mil, mostrando vigor da legenda.

Algum outro partido está tão organizado assim? Para as câmaras municipais, o partido terá por esse país afora 21 mil candidaturas.

Nas 26 capitais brasileiras o PT terá candidaturas cabeças de chapas em 20 e em seis como vices, com amplas chances de vitórias, como são os casos de Porto Alegre, João Pessoa e Belém.

Em cidades com mais de 200 mil habitantes, disputará a prefeitura com 82 candidaturas próprias e outras 13 em coligações.

Em cidades entre 100 e 200 mil habitantes, serão 65 candidaturas próprias e 28 em coligações. Em 182 cidades o PT contará com apoio de outros partidos e em 47 apoiará candidaturas de outras legendas.

Nas 26 capitais, o PT estará presente na disputa de números próximos a 37 milhões de eleitores para provar a inocência de Lula e denunciar os crimes da Lava Jato.

Nas cidades acima de 200 mil habitantes, considerando que tenham em média 100 mil eleitores e nas acima de 100 mil habitantes, a mesma média, o PT estará com forte presença ante 45 milhões de eleitores, imunizado contra o denuncismo, o que, nenhum outro partido alcança esses robustos números.

Com sua presença nacional onde tem a militância bem identificada e respeitada nas populações, quando os números dos grandes centros não puderem ser mais escondidos pela mídia comercial, é mais do que lógico que tais notícias positivas impulsionem as candidaturas de todo o país.

O único insucesso previsto é o da capital paulista, onde a candidatura de Jilmar Tatto encontra sérias dificuldades para se viabilizar, mas em compensação a candidatura de Boulos, pelo Psol, está num promissor crescimento, o que em termos de esquerda o percentual cresce em relevância num lugar onde o moribundo PSDB ainda tem reserva de oxigênio.

O candidato do Republicanos, portanto, bolsonarista, lidera com um histórico de cavalo paraguaio e, na pesquisa de segunda-feira Bolsonaro tem 47% de ruim e péssimo por lá, tem 24% de regular e 27% de ótimo e bom e 2% não sabem, o que deve puxá-lo barra baixo.

O Partido dos Trabalhadores disputará com os dois nomes majoritários do partido em 14 capitais. Com o aliado histórico PC do B fez três alianças com este indicando a vice e em Porto Alegre e São Luiz com o PT indicando a vice.

O PT também indicou vice em Belém e Florianópolis com Psol na cabeça. Em Manaus, Recife e Rio Branco o PT lidera e fez composição com aliados.

As diferenças gritantes entre os dois projetos em disputa em todo país se materializaram nos dois discursos no dia abertura da assembleia geral da ONU, que definiram o que é um impostor e o que é um líder.

No momento principal, o presidente foi virtualmente ao evento para repetir o que fez e faz a vida inteira: mentir, mentir, mentir e envergonhar o Brasil.

O líder foi ao palco da imprensa alternativa, independente, e falou com o mundo, como fazem os que têm responsabilidade, identificando as causas de todos os problemas que assolam o mundo e o Brasil, e apresentou soluções imediatas e exequíveis.

A resposta da ONU veio rápida e o discurso oficial foi renegado e o líder foi convidado a falar no painel mais importante para o mundo todo ouvir e aplaudir.

E tem mais: vejam o que publicou o Le Monde/França: “É a inteligência de Lula versus a onipresença da superestrutura política devidamente instalada no poder. É um duelo de gigantes”.

De um lado, todo Poder Judiciário, toda imprensa corporativa, todo empresariado, todo volume de recursos das máquinas públicas a mercê do partido antagonista, todo ódio de classe e todo poder de uma emissora de televisão que detém 80% do bolo total de publicidade do país. Do outro, Lula”. 

Na eleição de prefeito em Aracaju Bolsonaro estará representado na chapa da delegada Danielle Garcia e do golpista Valadares Filho, numa coligação com tudo que não presta na política.

O líder estará na chapa de Márcio Macedo e Ana Lúcia. Ganhará as melhores companhias quem disser: diga com quem andas que direi quem és.

[*] É sindicalista aposentado e militante político.

 

 

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