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Jozailto Lima

É jornalista há 38 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração Tanuza Oliveira.

Belivaldo não teme efeito Zezinho e vê Jackson como candidato ao Senado
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Belivaldo: Jackson tem dezembro para se decidir

O pré-candidato a governador de Sergipe pela base governista, vice-governador Belivaldo Chagas, PMDB, acredita que desde o sábado, 7 de outubro, quando seu nome foi anunciado, as coisas estão indo bem e não vê nenhuma perspectiva de retrocesso no que foi decidido.

Trocando em miúdos: Belivaldo afasta qualquer semelhança entre o seu futuro e o que aconteceu com Zezinho Sobral no ano passado que, ao ser anunciado por Jackson Barreto como candidato a prefeito de Aracaju, depois foi sacado em nome da candidatura de Edvaldo Nogueira.

O senhor não teme que lhe ocorra o mesmo que se passou com Zezinho Sobral?, pergunta-lhe a coluna. “Não tem razão nenhuma para isso. Não dá para comparar com Zezinho, porque ele de repente apareceu como um candidato. Eu, não”, diz. 

“Embora meu nome tenha sido chancelado só agora no dia sete, mas ele já estava na mente das pessoas há muito tempo. Tanto que quando o grupo se reuniu e disse que Belivaldo era o candidato não houve novidade nenhuma em termos de agrupamento. Eu não quero nem fazer comparativo histórico do meu nome com o de Zezinho, mesmo porque tenho ele com uma pessoa do bem e de bem”, diz.

“Mas veja que Zezinho se colocou como candidato faltando praticamente quatro meses para uma eleição e aí ele não teve tempo para construir o nome num espaço em que já se tinha nos grupos nomes com recall como Valadares Filho e Edvaldo Nogueira. Eu, hoje dentro da campo da situação, não estou disputando com ninguém. E mais: existe um fator chamado tempo a meu favor para a construção dessa candidatura”, afirma ele.

Belivaldo diz não acreditar, inclusive, na possibilidade de que Jackson Barreto esteja trabalhado, como saída de tangente, o nome da vice-prefeita de Aracaju, Eliane Aquino, PT, para em caso de o nome dele não vir a dar certo. “Não vi, dentro do Governo e do nosso agrupamento, nenhuma discussão nesses termos. Eu não tenho conhecimento de nada disso”, descarta.

Belivaldo acha que não compete a ele fazer, agora, uma análise sobre se dificultaria ou se facilitaria a sua vida de candidato a permanência ou a saída de Jackson do Governo.

“Há uma corrente de maioria que defende a tese de que seria mais interessante que ele fosse candidato, porque ajudaria no processo de eleição e Sergipe teria um senador da República. Mas tem outra, minoritária, que defende de que ele ficando no Governo teria como ajudar no processo de eleição”, diz Belivaldo.

“Eu sei que a administração consome muito tempo. Mas ele candidato, teria uma movimentação maior em todo o Estado. Teremos, no entanto, tempo para discutir isso. Veja que ele deu um prazo até o final de dezembro”, diz.

E aí a coluna fomenta: “E, no chutômetro, o que o senhor diria?”. “No chutômetro, eu diria que Jackson Barreto vai se definir pela candidatura de senador, porque ele não terá como fugir do apelo do agrupamento no sentido de que dispute este mandato”, diz.

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