Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 37 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Chapa do PT para vereador com dificuldades: Emmanuel renuncia e Manu e mais 10 são indeferidos
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Camilo Daniel é um dos nomes mantidos

Na última sexta, 16, esta Coluna Aparte noticiou que pai e filha estavam, cada um, com uma candidatura a vereador de Aracaju. 

O fato, que envolve o ex-vereador Emmanuel Nascimento e sua filha, Manu Nascimento, ambos do PT, chamou a atenção pela estranheza. 

Três dias depois, nesta segunda-feira, 19, como Aparte já havia informado, Emmanuel optou por renunciar da candidatura. O fato já está publicado no portal do Tribunal Superior Eleitoral, onde constam as informações de todas as candidaturas do país.

E tem mais dados que chamaram a atenção por lá: agora sem o pai na mesma disputa, Manu não está com a vida mais fácil, pois a candidatura dela foi indeferida. E não só a dela. Só do PT, já são 11 candidatos barrados pela Justiça Eleitoral. Cinco deles apresentaram recurso, mas continuam impedidos. 

Os indeferidos com recurso são Carlos Leal, Fábio Quirino, Felipe Romão Passos, Maria do Povo e Professor Ricardo Araujo. Já os que ainda não recorreram são, além de Manu, os candidatos Dentinho, Jéssica Macena, Lucas Foto, Paulo Silva e Zenaide.

A derrubada de tantos candidatos - 11 dos 32 nomes que o PT inscreveu para a eleição na capital -, em sendo mantida pelos juízes eleitorais, se traduz como uma enorme pedra no caminho das intenções do partido de eleger vereadores. Um que seja, pelo menos. 

Nomes de maior musculatura prosseguem na disputa e já foram deferidos, como Camilo (filho do deputado federal João Daniel), Jefferson Lima (o candidato do candidato a prefeito Márcio Macêdo), a Professora Ângela Melo (a candidata do deputado Iran Barbosa), entre outros, que são mais competitivos, mas, mesmo estes, precisam que todos os seu colegas adversários de partido também disputem a eleição e alcancem um bom número de votos para que, na soma de todos os votos no PT, a sigla consiga amealhar o quociente eleitoral.

Na última eleição, o PT fez apenas um vereador - Iran Barbosa - que, dois anos depois, se tornou deputado estadual, deixando o partido sem representação na Casa Legislativa da capital. Um tempo depois, por causa de uma construção política do prefeito Edvaldo Nogueira com o deputado federal Fábio Mitidieri, o PT (que era aliado dos dois) voltou a ocupar uma cadeira na Câmara, com Camilo, que exerceu o mandato por quase um ano.

Com mais de um terço de seus candidatos fora da disputa - como hoje é a situação  do PT -, a vida dos candidatos com mais chance de vitória fica muito mais complicada. Por isso, ao que parece, o PT em Aracaju caminha para um grande vexame não só com seu candidato a prefeito, mas também com sua chapa proporcional. Pode ser o pior resultado da sigla nos últimos 20 anos.