Aparte
“Sergipe recebeu uma porrada muito grande”

Mercado imobiliário daqui ainda está no osso

Tarcísio Teixeira faz uma leitura perfeita do caso Sergipe dentro da crise do Brasil do pós-2012. Para ele, o Estado não vivencia o ânimo da Bahia e nem o das fronteiras agrícolas.

“Infelizmente, isso não ocorre em Sergipe. Nosso Estado sofreu porrada de toda natureza na área econômica. E foram porradas muito grandes. Tivemos a pancada da Petrobras e da Vale. No setor de cimento, houve fechamento de fábricas. Recebeu pancada na área da construção”, diz.

Mas nem mesmo assim Tarcísio se atraca ao pessimismo. O que fazer, então? “Eu acho que o que nos salva é que Sergipe tem uma classe média muito forte. Mas o que ocorreu com esta classe média forte é que ela recuou e começou a aplicar o dinheiro no mercado financeiro”, diz ele.

“Qual a expectativa? É a de que com a queda dos juros, hoje com a Selic de 8% e chegando ao final do ano a 7%, a turma vai começar a repensar e sair dessa aplicação financeira que não compensará e virá para o mercado. É pelo menos que o esperamos”, diz.

Tarcísio reconhece que, apesar dessas ilhas como a da Bahia, o mercado imobiliário daqui ainda está no osso. “Do jeito que a economia está hoje, não pode haver novidade na parte imobiliária. Mas não é só em Sergipe. É no Brasil inteiro”, completa.