Aparte
Eleição do Crea/SE espera mover 3 mil profissionais nesta quinta. Dilson diz que vence

Dilson Luiz – de máscara amarela – em campo de batalha: na fábrica Betânia, em Glória, visitando os engenheiros

Se os 5.426 profissionais inscritos no Conselho de Engenharia e Agronomia de Sergipe - Crea/SE - se dirigissem às urnas para a eleição do seu presidente nesta quinta-feira, 1º outubro, estaria em ação um efetivo de  votantes maior do que o quantitativo de eleitores de 12 dos 75 municípios sergipanos.

Eles votariam – ou votarão, os que comparecerem às urnas - em duas chapas. Uma encabeçada por Dilson Luiz de Jesus Silva, de oposição, e outra por Jorge Silveira, da situação. São dois engenheiros civis. Jorge já presidiu o Crea por dois mandatos, há seis anos, quando foi sucedido por Arício Resende Silva, a quem quer agora suceder.

Se depender de Dilson Luiz de Jesus Silva, esse retorno de Jorge Silveira não será possível. Assim como utopicamente será impossível ter os 5.426 profissionais inscritos no Crea/SE participando da eleição. “A gente espera 3 mil pelo menos”, diz Dilson.

“É muito pouco. Só que as últimas eleições do Crea/SE têm dado 7% de participantes. Se essa eleição de agora se desse pelo quórum das anteriores, teríamos 350 votantes”, estima Dilson, que condena a baixa densidade de votantes.

O pessoal ligado a Arício Resende Silva e a Jorge Silveira, nada fala. Esta Coluna Aparte procurou o atual presidente insistentemente pelo telefone fixo do Crea nos últimos dias, deixou recados, assim como pelo celular particular dele, mas nada de ter retorno.

Segundo o opositor Dilson Luiz, esse silêncio ou a pouca comunicabilidade do Crea de Sergipe é uma marca patenteada pela atual gestão, e que ele promete quebrar se chegar à Presidência, no que está acreditando. “Nesta quarta-feira recebemos muitos apoios”, diz

Dilson diz que espera mudar esse silêncio e uma série de paradigmas do Conselho. “O Crea que eu quero é um que represente bem todo os profissionais e todas as profissões. As profissões sendo bem representadas, os profissionais vão estar valorizados. As profissões sob o teto do Crea de Sergipe precisam ser reconhecidas pela sociedade e pelos Governos. Isso equivale à ampliação do mercado de trabalho para todos”, diz o engenheiro civil.

O grupo de Dilson Luiz trabalhou muito no universo dos 5.426 profissionais sergipanos. “A gente está muito tranquilo. Eles é que estão desesperados. Eles podem querer manipular, mas o Ministério Público Federal já está de olho no processo eleitoral”, diz.

Para Dilson, nunca como antes foi tão importante a participação na eleição de hoje. “A ida dos profissionais das engenharias a esta eleição deste 1º outubro funciona como um divisor de águas, porque até agora nós temos tidos mandatos no Crea de Sergipe constituídos a partir de votações pífias de até apenas 7% dos votantes da categoria”, diz o candidato da oposição.

“Neste de 1º outubro queremos mudar esta configuração e ter um mandato representativo, porque nós vamos chegar com o apoio de muitos que compõem a classe, apoio das empresas, das instituições de pesquisa do setor para fazer do Conselho uma agremiação que represente as engenharias, a agronomia, as ciências e as empresas do nosso Estado”, diz Dilson.

“Eu entendo que quanto menos participação, menos legitimidade terão a eleição e a entidade. A legitimidade da representação se configura quando você tem uma boa quantidade de profissionais manifestando seu voto”, observa Dilson.

Dilson Luiz entende que a eleição do Crea transcende os interesses meramente de classe – como a OAB vai além do plano pessoal do advogado e contempla o Estado democrático de Direito. “Nós somos os legítimos representante das tecnologias do Brasil, então o Crea não é só uma entidade classista, porque tem uma função muito importante junto ao desenvolvimento da sociedade”, diz ele.

“De modo que quanto mais gente tiver envolvida com o Conselho, melhor será para a classe e para toda a sociedade. Quanto mais divulgarmos o que somos e a sociedade confiar no que representamos, mais amplitude de ação teremos. Diria que melhor seria pro Conselho, para o profissional e para a sociedade”, pontua Dilson.

No campo das críticas que faz ao modo de atuar da atual gestão do Crea, Dilson Luiz coloca a realização desse pleito sob uso de cédulas manuais e não eletrônicas. “Esse modelo é de uma eleição que só existe no Crea do Brasil. É vergonhoso os gestores atuais não terem adotado a eleição informatizada por uma tecnologia que nós mesmos representamos. A engenharia de software é registrada no Conselho e os atuais gestores dos Crea e do Confea não confiam numa tecnologia que nos mesmos representamos”, diz o candidato.

A eleição do Crea será das 8h às 19h com urnas na sede da entidade - Av Dr Carlos Rodrigues da Cruz, 1710, Centro Administrativo Governador Augusto Franco - na Aease - Av Beira Mar, 2.400, ou lateral do Parque da Sementeira - e em cidades estratégicas do interior do Estado, como Itabaiana, Glória, Propriá, Lagarto e Estância. Serão feitas eleições também para as direções do Confea e da Mútua, que é a caixa de assistência do sistema.

 

 

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