Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 38 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração Tanuza Oliveira.

Elogios de Lula a Márcio, comparando a Déda, despertam amor e ódio
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Márcio Macedo: potencializado por Lula, ele vira pomo de discórdia

“Comparar Márcio Macedo com Déda é o mesmo que comparar Dadá Maravilha com Pelé”, disse Cloves Trindade

Um dos dois - ou talvez dos três - é pop. No rastro dos três, há uma trilha de amor e ódio. A coluna Aparte está falando de Lula, Márcio Macedo e Marcelo Déda.

Logo após o JLPolítica postar, às 14h11 desta segunda, 18.12, a matéria ““Márcio Macedo é a maior surpresa da política de Sergipe depois de Marcelo Déda”, diz Lula”, com o subtítulo “Vice-presidente nacional do PT reúne aliados, confirma pré-candidatura a deputado federal e recebe apoio de Lula e de muitos outros petistas”, uma saraivada de críticas, e alguns elogios, se sucedeu.

Muitas, vindas de aliados, ou pelo menos de correligionários do próprio Márcio. Outras, de gente do mesmo bloco, e de avulsos. Pelo tom, a maioria a reprovar Lula pela generosa comparação de Márcio Macedo com Déda. “Oxente, estava tungado na ‘marvada’, esse danado do Lula? Márcio é gente boa, mas de Déda só tem o mesmo sorriso histriônico [lá longe]”, reagiu o iconoclasta jornalista David Leite, que é do bloco opositor a Lula e a Márcio.

Discreto como sempre foi, o jornalista, radialista e político sergipano Cloves Trindade, ex-vice-prefeito de Boquim por dois mandatos, não se conteve: “Comparar Márcio Macedo com Déda é o mesmo que comparar Dadá Maravilha com Pelé”, disse. Tem lá sua lógica.

O jovem advogado Gustavo Machado, espantou-se: “Eita que Lula está é doido”, disse. “Está surpreendendo tanto assim? Estou surpresa por ele. Principalmente depois de Déda. Acho falta de opção mesmo para o PT”, disse de Recife, Pernambuco, a jornalista sergipana Márcia Santos.

Gibran Ramos, ex-vereador de Areia Branca, botou Rogério Carvalho, que participava do evento de Márcio, no pacote: “Rogério nem expressão tem mais. Ficou apequenado. Isso é resultado da fatura do que fez com Eliane Aquino e a inesperada desenvoltura de Márcio que, claro que contou com a sorte de um PT arrasado com todas as principais lideranças políticas algemadas na cadeia ou condenadas em primeira instância. Será um nome para o Senado, caso tenha coragem. Faço análise fria, sem sentimento ou interesse”, diz Gibran.

O administrador de empresas e policial rodoviário federal aposentado Adalberto Vasconcelos Andrade, faz uma leitura mais contemplativa do poder de Márcio. “Quando você começa a incomodar, é porque está despertando inveja, demonstrando independência ou deixando de ser igual. Talvez Márcio Macedo se encaixe em um deles. Incomodando já está. Disso eu não tenho dúvida”, diz Adalberto. 

“No papel de vice-presidente do PT e atuando como coordenador das caravanas de Lula, é natural que sirva de alvo de críticas. Mas nada impede que ele busque seu espaço ou se manifeste politicamente. Cada candidato é livre pra escolher seus aliados e ninguém pode lhe tirar esse direito. O melhor juiz ainda é o eleitor. Eu sou da filosofia de quem não deve não teme. Cabe a Justiça fazer a sua parte. E que cada um faça brilhar a sua estrela - que não precisa ser a do PT”, completa Adalberto.

O economista Ricardo Lacerda, que já foi notícia aqui em Aparte defendendo o nome de Márcio Macedo para federal, celebrou positivamente a fala de Lula: “Muito bom. Estamos juntos. Eu já antecipei esta avaliação de Lula”, disse ele.

O petista, presidente da CUT de Sergipe e pré-candidato ao Governo do Estado pelo próprio PT (ou pelo menos da corrente Articulação de Esquerda), Professor Dudu, preferiu desconstruir Márcio pela ligação que ele tem com o governador Jackson Barreto.

“Pois é, Márcio Macedo falou de (quase) tudo, mas esqueceu de dizer que é aliado de JB do PMDB golpista, que massacra servidores públicos e se colocou de joelhos na semana passada em entrevista a Gilmar Carvalho ao dizer que o PT só não sairá no grupo de Jackson se o próprio Jackson não quiser”, fustigou Dudu.

“Aí eu pergunto: as alianças do PT em Sergipe não são mais programáticas? Se não são, está patente que são oportunistas. Se cada quadro do partido procurar arrumar a sua viabilidade política, o partido deixará de ser vanguarda e passará a ser instrumento para viabilizar projetos pessoais. Tenho dito”, arrematou.

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