Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 38 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração Tanuza Oliveira.

Em Sergipe, os partidos começam a arar a terra pro plantio eleitoral de 2022
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Dirigentes de partido driblam pandemia e esperam regras para definir chapas 

Com a eleição de 2022 à vista, os dirigentes de partidos no Estado de Sergipe já estão se movimentando em torno de alianças e nomes para a disputa que elegerá presidente da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais.

Uns com mais e outros com menos intensidade, pelo menos à luz da mídia, mas todos fazem aquilo que a função exige, e buscam viabilizar seus projetos eleitorais. Mesmo tendo ainda quase um ano e meio pela frente e muita coisa a ser definida. 

Presidente do Democratas Sergipe, o ex-deputado federal José Carlos Machado conhece bem esse processo. Ele está com um olho nos quadros do partido e outro em Brasília, onde o Congresso ainda define as regas que regerão o próximo pleito eleitoral.

“Os contatos têm sido quase permanentes, cumprindo o que ficou acertado com a Executiva Nacional do Democratas, mas esbarramos, todos os partidos, na dificuldade com relação às regras de 2022. Especula-se muita coisa e fica todo mundo indeciso. Então, estamos dialogando, mas sem nenhuma decisão concreta enquanto o Congresso não definir”, afirma Machado.

José Carlos Machado está se referindo às regras em relação principalmente às candidaturas proporcionais - entre elas, a proibição ou não de coligação e a exigência do coeficiente eleitoral, que não vigorou em 2020.

“Se for exigido que para participar das sobras tem que atingir o coeficiente, para fazer o primeiro deputado será preciso obter 140 mil votos, o que não é fácil”, exemplifica Machado.

Em virtude disso, embora estejam se movimentando, os dirigentes aguardam o prazo da definição, que é de até um ano antes do processo eleitoral - ou seja, o 1º de outubro de 2021, para a concretização das chapas. O domingo 2 de outubro de 2022 será o dia da eleição.

“Até lá, é muita conversa, que faz parte do processo. Eu, por exemplo, tenho dialogado muito com pessoas não filiadas, pessoas que queríamos, sobre formação de chapa para deputados estadual e federal”, revela Machado.

Presidente de honra do Republicanos\SE, o ex-prefeito Heleno Silva tem liderado as discussões para o pleito de 2022 e também diz que o debate emperra nas regras do jogo.

“Na Câmara Federal, a história é de que o sistema vai mudar. O sistema que elegia candidatos proporcionais com sobra, sem completar o coeficiente eleitoral, vai cair”, diz ele. 

Mas, para Heleno, uma coisa já está certa: “2022 se apresenta como uma eleição diferente, com chapas próprias para deputado estadual, quando 24 serão eleitos; e para federal, com oito escolhidos. Então, as articulações ainda vão se aprofundar”, pondera.

O partido dele está trabalhando com a possibilidade de fazer o senador e já convidou o ex-deputado federal André Moura para ocupar esse espaço.

“A gente vê André com grande potencial para a vaga. A gente também sonha e vai trabalhar para eleger dois federais. Esse grupo junto pode eleger cinco, seis, estaduais. Estamos no aguardo, mas conversando”, reitera. Ah, Heleno é pré-candidato a federal.

Presidente estadual do PT em Sergipe, o deputado federal João Daniel garante que o partido tem muita consciência e quer apresentar um projeto sob a liderança do ex-presidente Lula para a Presidência da República.

“Nos Estados, queremos manter alianças amplas e temos muita firmeza no sentido de manter a aliança sob a liderança do governador Belivaldo Chagas”, diz João Daniel. 

“Todos os partidos podem indicar nomes. Teremos três vagas majoritárias - governador, vice e senador. Portanto, o grupo tem condições de manter a unidade”, completa. Vale lembrar que o Partido dos Trabalhadores saiu na frente e já anunciou o senador Rogério Carvalho como pré-candidato ao Governo. Mas João Daniel ressalta que “esse é um debate que será feito no momento oportuno, dentro do agrupamento, sob a liderança do governador Belivaldo Chagas”. 

Já o presidente estadual do PSDB Sergipe, ex-senador Eduardo Amorim, diz que o partido fez uma avaliação nos Estados e percebeu que em Sergipe as possibilidades da candidatura ao Senado são fortes.

“Respondi sim ao partido e estou pronto para a pré-candidatura ao Senado. O restante da composição, faremos ao longo dos próximos meses. Sem pressa para isso, mesmo porque estamos vivendo momento muito triste e difícil. Mas estamos muito conscientes de tudo”, diz ele à Coluna Aparte

O MDB também já começou a fazer o planejamento estadual, mesmo com as dificuldades impostas pelo novo coronavírus, que infectou recentemente os irmãos e representantes do partido, Fábio e Sérgio Reis - esse último está respondendo como presidente interino da sigla no Estado.

“Estamos visitando algumas cidades e nas próximas semanas iremos conversar com os deputados estaduais, prefeitos e lideranças que desejam se candidatar em 2022”, resume Sérgio.

Segundo Sérgio, a meta do partido é eleger quatro deputados estaduais e de dois a três federais. “Há conversas para o MDB indicar um candidato a vice-governador na chapa com o deputado Fábio Mitidieri, se ele for o escolhido pelo governador Belivaldo Chagas”, revela.

Sérgio Reis afirma que as chapas devem ser definidas esse ano, para não correr o risco de escolher um nome nas vésperas das eleições.

“Luciano Bispo e Garibalde Mendonça são bons nomes, e o MDB defende que até final de julho o nome já esteja definido para que o candidato possa montar plano de Governo e conversar com os partidos, buscando a unidade que vem dando certo nas últimas eleições”, argumenta Sérgio Reis.

 

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