
[*] Juliano César Faria Souto
Está claro que os momentos de crise nos impulsionam a repensar posicionamentos e crenças. E a avançar. Assim, plagiando o tema da campanha desenvolvida pela Rede Globo em julho de 2020, auge da crise da segunda onda da Covid-19, ousarei compartilhar aqui algumas reflexões sobre os múltiplos papéis dos empresários e das empresas brasileiras nesta hora.
Especialmente das empresas regionais-locais, onde nos inserimos nas demandas, necessidades, anseios da sociedade, sem deixar de lado, ou tirar o foco de sua função primeira, que é o de gerar retorno de capital aos seus sócios e empreendedores.
Há muito que se busca uma equação perfeita entre os sistemas econômicos e seus impactos nas sociedades. Ao longo dos séculos, a humanidade tem convivido com formas diferentes de busca do progresso, de geração de riquezas, de desenvolvimento, sempre tendo o impacto e o reflexo destes na vida das pessoas e na sociedade, sendo até o momento o capitalismo - a livre iniciativa - o que mais promoveu condições para isso. Mesmo com todas as suas imperfeições.
Nos últimos anos temos visto o exemplo um novo modelo social e econômico na China que, através de uma visão de economia planejada e controle estatal no sistema político e social, consegue em apenas meio século virar o jogo e a transformar-se em uma potência a definir como desafio da nação a erradicação da pobreza.
“Em 2020, a China atingiu a meta de seu 13º Plano Quinquenal - 2016-2020 -, concluindo a retirada de cerca de 850 milhões de pessoas da pobreza”. Isso é muito e é nobre – não nos esqueçamos que ali vivem quase 1,5 bilhão dos humanos. Ou mais do que sete Brasis juntos.
Nossa nação, no entanto, vem, ao longo dos anos, buscando fórmulas de conciliar o desenvolvimento econômico com os aspectos sociais e temos tido, sim, avanços. Porém com altos e baixos. Ainda assistimos a constatações tristes como essa: “Fome no Brasil cresce e supera taxa de quando o Bolsa Família foi criado”. Portanto, ainda permanecemos com uma dívida social interna elevadíssima.
Como não poderia deixar de ser, entramos, mais uma vez, num ano que pode definir nosso futuro com a escolha dos futuros presidente República, governadores dos Estados, senadores, e deputados federais e estaduais.
Ou seja: está em nossas mãos as escolhas futuras. E, refletindo algumas lições extraídas de materiais da imprensa - vide links que acosto abaixo -, tomei a liberdade de conclamar nossas lideranças empresariais e o setor produtivo como um todo a termos uma atuação clara, propositiva e com objetivos definidos para que, como diz Walter Schalka, “o setor produtivo deve contribuir na definição do plano estratégico do país”, pois é o momento de reavaliar nossas escolhas, sem fatalismo, entre um passado que não queremos de volta e um presente que não se mostra viável. Que não se mostra justo. A ninguém interessa a pobreza. Nem aos pobres e nem aos ricos.
Quando falo em uma atuação clara, temos antecedentes recentes, a exemplo do que fizemos e de como atuamos na crise do Covid-19. Ali, através de iniciativas nacionais de grandes grupos econômicos, ações como “Unidos pela vacina”, locais através de entidades associativas, como o Lide Sergipe e Fecomércio, foram feitas doações de respiradores, e também e especialmente desenvolvidas iniciativas individuais de pessoas e empresas. Sem falsa modéstia e nem exibicionismo, podemos dizer que o Grupo Fasouto aportou em ações e doações para a Covid-19 cerca R$ 500 mil.
No alto dos seus 93 anos, o professor Delfim Netto nos impele a agir, pois diante do atual cenário político, econômico e social, marcado pela combinação indigesta de estagnação da economia com repique da inflação, juros em alta, furo no teto de gastos, desemprego elevado, renda em queda e aumento da desigualdade, há uma expectativa, alimentada por setores da elite econômica e intelectual, de que a campanha pela sucessão deveria se concentrar no debate de propostas efetivas para o país, para o eleitor poder fazer a sua escolha de forma consciente e fundamentada. Isso é pertinente.
“Eu tenho insistido que os partidos e os candidatos precisam apresentar as suas propostas para que a sociedade possa escolher. O que acho mais importante para o Brasil é que nós precisamos de um projeto que diga que estamos no ponto A e queremos chegar no ponto B, para mobilizar a população em torno de um programa”, afirma o economista Delfim, em linha com a aspiração do grupo.
Então, tomemos as rédeas da nação e, assim como o fizemos de forma organizada e assertiva em iniciativas e ações na crise da Covid-19, cuidemos de nosso futuro e das próximas gerações com escolhas racionais agora em outubro 2022.
Devo ressaltar que o texto acima é a minha livre interpretação dos artigos: 1 - Solidariedade S/A: doação de materiais e dinheiro para iniciativas contra a Covid; 2 - Plano Quinquenal - O Ocidente ignora as vitórias da China na erradicação da pobreza. 3 - Fome no Brasil cresce e supera taxa de quando Bolsa Família foi criado. 4 - Eleições 2022: Uma nova chance para o país reavaliar as suas escolhas, 5 - “Os empresários não podem se omitir da política”, diz presidente da Suzano e, 6 - 100 empresas que fizeram as maiores doações no Brasil.
Portanto, as minhas ideias aqui reunidas podem até não refletir exatamente a mensagem dos autores ou entidades. Mas você pode acessar os textos originais em: erradicação da pobreza - fome no Brasil.
https://www.estadao.com.br/infograficos/brasil,eleicoes-2022-uma-nova-chance-para-o-pais-reavaliar-as-suas-escolhas,1217157?utm_source=twitter:newsfeed&utm_medium=social-organic&utm_campaign=redes-sociais:042021:e&utm_content=:::&utm_term=
https://economia.estadao.com.br/noticias/negocios,os-empresarios-nao-podem-se-omitir-da-politica-diz-presidente-da-suzano,70003938956?utm_source=twitter:newsfeed&utm_medium=social-organic&utm_campaign=redes-sociais:042021:e&utm_content=:::&utm_term=
https://www.google.com/amp/s/forbes.com.br/listas/2020/09/100-maiores-empresas-doadoras-do-brasil/%3famp
[*] É administrador de Empresas, graduado pela Faculdade de Administração de Brasília, com MBA em gestão empresarial pela Fundação Getúlio Vargas. Sergipano de Estância, 57 anos, atua como sócio-administrador da empresa Fasouto no setor atacadista distribuidor e autosserviço. É líder empresarial, exercendo, atualmente, a Vice-Presidência da Abad - Associação Brasileira de Atacado e Distribuidores e diretor da Fecomércio SE.
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