Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 38 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração Tanuza Oliveira.

Fábio Henrique vê Edvaldo Nogueira como “um ótimo candidato” ao Governo. Mas não está subscrevendo o nome dele
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Fábio Henrique: “Tenho tido com Edvaldo Nogueira uma relação muito boa e tranquila”

“Eu, pessoalmente, como presidente estadual do PDT de Sergipe, acho Edvaldo Nogueira um excelente candidato a governador do Estado. É um bom gestor e tem aparecido muito bem nas pesquisas de intenção de votos. Acho um ótimo candidato”.

Esta fala, obviamente, é do deputado federal Fábio Henrique de Carvalho, PDT, que preside a Executiva Estadual deste partido no Estado de Sergipe. Mas, por mais que soe estranho, ele não está subscrevendo nenhum nome previamente à disputa do Governo de Sergipe para 2022.

E ressalve-se e reitere: nem mesmo Edvaldo, apesar do reconhecimento e do elogio que faz entre aspas na abertura desta nota. “Eu não quero me posicionar nesse momento, porque, primeiro, o jogo não está definido”, diz ele.

“Todo mundo tem suas preferências, mas a prudência indica que nesse momento deve ser aguardada a definição do jogo”, afirma Fábio Henrique, que, em situação normal, já é um político que gosta de postergar decisões e opções políticas.

“Esse jogo aí (o da sucessão estadual) só vai começar a ter uma definição quando o governador Belivaldo Chagas disser quem será o candidato dele à eleição”, afirma Fábio.

De Belivaldo Chagas, o presidente estadual do PDT de Sergipe nunca ouviu um pio sobre a sucessão no campo da preferência de um nome -  como, ademais, ninguém nunca ouviu nada dele. Mas do próprio Edvaldo, já.

“A última conversa que eu mantive com Edvaldo Nogueira, ele me disse o seguinte: que estaria colocando o nome dele a serviço do grupo liderado pelo governador Belivaldo Chagas para a disputa do Governo em 2022”, avisa.

“Inclusive, minha conversa com ele nesse sentido foi estimulada por uma conversa dele com esta Coluna Aparte, na qual, pela primeira vez, Edvaldo dissera que, como a vacinação ao povo de Aracaju contra a Covid-19 tinha avançado muito, poderia se colocar no contexto da sucessão”, revela.

“A mim ele me disse claramente: “olha, Fábio Henrique, como você é presidente estadual do partido, eu queria lhe dizer que estou colocando meu nome à disposição do grupo”. Por isso que digo que na hora em que o governador decidir quem é o candidato, aí o jogo começa a ganhar forma e corpo”, afirma o presidente do PDT.

No geral das eleições, Fábio Henrique acha que “há etapas a serem vencidas” previamente. “A primeira delas, a das linhas eleitorais, já foi vencida, com a definição das regras eleitorais, a manutenção do fim das coligações proporcionais e já trabalhamos com essa nova realidade, como a proporcionalidade de gênero”, lembra.

“Hoje todos os partidos estão buscando compor suas chapas e muita coisa só vai se definir aos 45 minutos do segundo tempo. Meu partido hoje é Governo na capital, mas não faz parte do Governo do Estado. E eu tenho tido com Edvaldo Nogueira uma relação muito boa e muito tranquila”, diz.

“Em Sergipe eu não sou governo, porque em qualquer lugar do planeta você ser governo é participar dele - e não tem nenhuma ilegalidade ou imoralidade nisso. Eu e meu partido não participamos do Governo, e também o governador não me deve nada, porque eu não votei nele. Mas o governador pede contar comigo para ajudar Sergipe naquilo que o Estado precisar. O meu partido hoje tem o prefeito de Aracaju, que tem uma aliança com o governador Belivaldo, que é Edvaldo Nogueira. Eu sou oposição ao governo Bolsonaro de uma forma clara, tenho votado sempre com a oposição e não voto para tirar direitos de trabalhadores e nem de ninguém”, diz.

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