
Marcos Santana: a chapa escolhida por Fábio já tinha a sua preferência
Até novembro do ano passado, era ilusória a possibilidade de Marcos Santana ser candidato no pleito de 2026, mas como tudo na política é surpreendente, em dezembro de 2025 os rumos mudaram. Agora em abril de 2026 o ex-prefeito de São Cristóvão se desincompatibilizou da Secretaria que ocupava na gestão de Júlio Nascimento e lançou sua pré-candidatura à Câmara Federal.
“Uma candidatura de deputado federal exige um preparo de estrutura, de conversas com outros aliados, com o interior, com outras cidades e não é somente São Cristóvão. E de fato não era um propósito meu, não tinha isso como objetivo para a minha vida. Mas a partir deste ano, comecei a refletir sobre o cenário político sergipano e decidi pela candidatura”, diz ele à Coluna Aparte.
Prefeito de São Cristóvão de 2016 a 2024, Marcos esclarece que desde o fim do mandato seus aliados já ensaiavam sua entrada no pleito posterior, mas que ele resistiu. Agora, põe sua pré-candidatura aos pés da cidade que comandou por oito anos e de outras tantas pelo interior do Estado.
“Desde que eu me afastei e passei o cargo para o meu sucessor, o agrupamento vinha, de certa forma, exigindo ou sugerindo que eu me candidatasse. E eu é que resisti sempre, mas São Cristóvão é o quinto maior eleitorado do Estado de Sergipe, está no patamar de Lagarto e Itabaiana e de fato o último deputado federal de São Cristóvão foi Lourival Batista. Esse cenário me fez de fato começar a pensar nessa possibilidade e é por isso que resolvemos então pela candidatura”, pontuou o ex-prefeito.
Em entrevista ao jornalista Magno Montte Joaquim, da Coluna Aparte, Marcos falou sobre a sua entrada no PSB, a construção da sua plataforma já nessa pré-campanha e sobre os candidatos com quem andará nessa estrada que pode levar à Brasília.
O VOTO A VOTO NO PSB – Depois de 15 anos no MDB, Marcos Santana saltou de mala e cuia para o PSB, onde uma gama de fortes pré-candidatos a federal também faz morada. O ex-prefeito diz estar confortável com a escolha, e avisa que foi muito bem recebido no partido.
“Ideologicamente é um partido que tem toda uma relação com aquilo que eu penso, é um partido que faz parte da base aliada e de sustentação do presidente Lula em quem eu voto sempre. Então, do ponto de vista ideológico, não poderia haver nenhum outro partido. Aliás, haveria apenas o PT, o PV, o PCdoB, mas o PSB realmente me deixa tranquilo”, diz Marcos.
Sem nenhum representante sergipano na Câmara Federal hoje, o PSB trabalha com a ideia de eleger até dois parlamentares e conta, sobretudo, com a força de Cláudio Mitidieri, ex-secretário de Estado da Saúde. Marcos Santana diz que os quadros favorecem o partido numa disputa saudável pelo voto dos sergipanos.
“Eu torço para que Cláudio Mitidieri realmente ultrapasse a barreira dos 100 mil votos. Acho que a partir daí a gente começa a pensar com todos os outros que estão concorrendo comigo, como Marcos Franco, Elber Batalha, Breno Garibaldi, Robson Viana, Adélia Franco. Todos nós temos possibilidade de ser esse segundo deputado eleito. Claro que vou fazer o possível, vou trabalhar, o meu objetivo é que seja eu, mas todos eles têm condição de ser o segundo”, diz o pré-candidato.
O TRABALHO DE PRÉ-CANDIDATO - “Eu quero que Sergipe volte a participar do debate nacional, a exemplo do que fez Marcelo Déda quando foi deputado federal. Quero contribuir para o desenvolvimento do Estado de Sergipe”, justifica Marcos Santana.
Lançar a pré-candidatura em janeiro numa eleição tão acirrada e disputada como se desenha a desse ano – desde 2025 políticos vêm trabalhando em suas pré-candidaturas –, pode ser considerado uma decisão tardia, mas Marcos Santana não se acanha e já trabalha para expandir seus horizontes.
“A partir do momento que decidi a candidatura, já começamos a fazer contatos e, principalmente, a partir do dia 4 de abril, quando me afastei da condição de secretário e passei, de fato, a destinar todo o meu tempo e toda a minha energia para a possibilidade de apoio em outras cidades e, principalmente, na Grande Aracaju”, diz o ex-prefeito de São Cristóvão.
Pensando numa possível vitória nas eleições de outubro, Marcos diz que quer trazer uma nova visão de deputado federal para Sergipe. “Hoje, infelizmente, parcela significativa dos deputados federais no Brasil, não é só em Sergipe, têm como principal objetivo a intermediação de recursos a partir das emendas impositivas ou emendas não impositivas. Eu não quero somente isso para mim. Acho que o principal é participar do debate nacional”, diz ele.
Ele quer que Sergipe se desenvolva de norte a sul, de litoral ao sertão, e afirma que essa é sua prioridade. “Eu quero, sobretudo, usando a minha experiência de prefeito por dois mandatos, contribuir para que a Sergipe tenha um equilíbrio econômico no desenvolvimento, que na minha avaliação hoje está muito centralizado na capital. O governo Mitidieri tem feito essa ampliação, mas na minha avaliação ainda muito timidamente, eu quero contribuir para que os prefeitos do interior possam ter regiões de desenvolvimento, como tem em Lagarto, Itabaiana, Glória, Estância, Propriá, Canindé, no turismo”, completa.
A CHAPA DE FÁBIO MITIDIERI - Em eleição nunca se anda sozinho, e Marcos Santana não esconde a satisfação em dizer que a sua chapa escolhida desde o ano passado foi oficializada no dia 15 deste mês, com o anúncio da entrada do senador Rogério Carvalho no agrupamento.
“Essa chapa que se formou já era a minha chapa antes mesmo de eu dizer que votaria em Fábio Mitidieri. Então agora essa chapa se torna a minha chapa, a chapa que eu defendi desde o ano passado. Não tem satisfação melhor do que essa”, diz ele.









