Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 38 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração Tanuza Oliveira.

“Insatisfeitos, indignados e revoltados”, policiais civis de Sergipe se mobilizam e marcham contra o Governo
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Segundo Adriano, não houve avanços no adicional de periculosidade e nem em projeto de reestruturação

Mobilizados desde a última terça-feira, 11, os policiais civis do Estado der Sergipe seguem com a paralisação das atividades a fim de que sejam ouvidos - e atendidos - pelo Governo do Estado.

À Coluna Aparte, Adriano Bandeira, presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Sergipe - Sinpol/SE -, explicou os motivos da mobilização.

Entre eles, “a negativa do Governo do Estado em encaminhar projeto para aprovação na Assembleia Legislativa que trata do pagamento do adicional de periculosidade”.

A categoria prepara uma caminhada para seguir com a mobilização nesta quinta-feira, 13, na qual, mais uma vez, cobrarão as demandas.

Os atos foram deliberados em assembleia geral extraordinário do Sinpol/SE realizada no final da tarde da última terça-feira, 11. Veja aqui a conversa com Adriano Bandeira.

Aparte - Quais os principais motivos que levaram a Polícia Civil a paralisar as atividades?
Adriano Bandeira -
Os quatro principais motivos recentes foram: A - A negativa do Governo do Estado em encaminhar projeto para aprovação na Assembleia Legislativa que trata do pagamento do adicional de periculosidade pela atividade policial arriscada e perigosa que desempenhamos nos 75 municípios. B - A negativa do Governo do Estado em encaminhar para a Assembleia Legislativa projeto de reestruturação da categoria policial civil voltado para agentes, agentes auxiliares e escrivães da Polícia Civil de Sergipe. C - Informação do Governo do Estado sobre cortes em 50% das horas extras a partir do mês de janeiro, reduzindo o número de policiais civis escalados para o serviço extraordinário e reduzindo o pagamento final do servidor público no final do mês. Muitos policiais civis contam com esse valor de hora extra para pagamento mensal de suas contas. Aliado a isso, há policiais civis que trabalharam em novembro do ano passado e não receberam o pagamento devido em sua integralidade. D - Mais de dez anos sem recebimento de reposição inflacionária anual.

Aparte - Desde quando os policiais estão realizando essa mobilização?
AB -
Realizamos uma primeira paralisação de 12 horas, iniciada às 18h da terça-feira, 11, e finalizada na manhã desta quarta-feira, 12. Nesta quinta-feira, 13, as mobilizações da categoria continuam com uma caminhada a partir das 14h, que sairá do viaduto do DIA com destino ao Palácio dos Despachos, na capital sergipana. Esses atos foram deliberados em assembleia geral extraordinário do Sinpol/SE realizada no final da tarde da terça-feira, 11. Não há ainda outras mobilizações deliberadas coletivamente. Entretanto, os policiais civis deflagraram a Operação Padrão, que não tem data para término.

Aparte - Qual a previsão de duração do movimento?
AB -
Ao final da caminhada desta quinta, 13, ouviremos os anseios da categoria para definição de novas mobilizações, mas a Operação Padrão ainda não tem prazo para término. Ela foi iniciada às 18h da terça-feira, 11. 

Aparte - A categoria chegou a dialogar com o Governo antes da decisão pela paralisação?
AB -
Houve diversas tentativas de diálogo e uma Mesa de Negociação foi montada pelo Governo do Estado supostamente com o objetivo de solucionar os reclames da categoria policial civil. Mas não houve avanços. Tanto que nada foi aprovado pelo Governo do Estado daquilo que foi proposto pelo Sinpol/SE: não avançamos no adicional de periculosidade e nem no projeto de reestruturação da categoria policial civil. 

Aparte - Depois do início da mobilização, já houve alguma tentativa de diálogo por parte do Governo?
AB -
Nosso próximo ato coletivo será exatamente o desta quinta, com uma caminhada que seguirá do viaduto do DIA até o Palácio dos Despachos, contando inclusive com lideranças do Movimento Polícia Unida, policiais militares e bombeiros militares, profissionais de segurança pública que também estão insatisfeitos, indignados e revoltados com o descaso do Governo do Estado.

Aparte - Como têm funcionado as atividades policiais nesses dias?
AB -
As atividades estão seguindo conforme as orientações das diretrizes previstas na Operação Padrão.

Aparte - Quando foi a última vez que vocês paralisaram as atividades?
AB -
 No mês de outubro de 2019, quando paralisamos as atividades por 24 horas.

 

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