
Rodrigo e Luizão compõem dobradinha: um vai a estadual e o outro a federal
“Uma dobradinha que está dando muito o que falar no cenário político sergipano, em especial entre o eleitorado conservador, bolsonarista”. Essa é a opinião do deputado estadual e candidato a federal Rodrigo Valadares, União Brasil, sobre a parceria eleitoral que fez com Luizão Dona Trampi, também União Brasil.
Inicialmente, o grupo estava trabalhando a candidatura de Luizão a senador, mas, por questões jurídicas - ele conseguiu a certidão há apenas 15 dias e não fez a tempo a filiação em outro partido -, acabou optando por disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Sergipe - Alese.
“Ele mesmo decidiu pela candidatura a estadual, formando essa parceria comigo, que tenho certeza de que agrada e muito ao eleitorado do presidente (Bolsonaro)”, ressalta Rodrigo Valadares. A ideia é que Luizão Dona Trampi assuma esse espaço bolsonarista na Alese com a saída de Rodrigo.
“Ele é uma voz bolsonarista, alinhada com o sentimento do cidadão mais humilde. Com a minha saída para a Câmara Federal deixando Luizão, ele manterá essa representação autêntica ao povo sergipano e sobretudo o povo mais humilde. Tenho certeza de que ele vai responder a esses anseios e de que estaremos lá defendendo os valores conservadores”, analisa.
Luizão Dona Trampi é um personagem simpático, popularesco e falastrão - às vezes grotesco -, montado no chassi do mecânico itabaianense José Luiz da Mota Cruz, de 41 anos, que usa a corruptela do nome do ex-presidente americano Donald Trump, idolatra o presidente Jair Messias Bolsonaro e faz comentários políticos por vezes sempre bizarros.
Com esse formato caricato, Dona Trampi ganhou enormes espaços nos vazios das mídias sociais. É, sem dúvida, um pop star. Em 2018, ele obteve 35.732 votos para deputado federal - mais do que os 35.226 do deputado federal Fábio Henrique, União Brasil. Mas não foi o suficiente para levar o mandato, e ainda estava proibido, por causa de um processo envolvendo violência no trânsito.
Se Dona Trampi for eleito deputado estadual este ano - e até pode vir a ser -, o parlamento estadual poderá receber um contributo folclórico e mais alegre. Faz parte. É também diversidade.










