Aparte
Opinião - Luciano Barreto tem disposição imensurável para estar com gente

Maria Celi: “O lema desse meu querido marido é “humildade, austeridade e trabalho”. Que ele receba mais luz e mais bênçãos em seus 80 anos”

[*] Maria Celi

Para falar de Luciano Barreto, preciso voltar ao tempo em que, juntos, enfrentamos “o mundo” pelo nosso amor. Conheci meu marido através de meu irmão Luiz Teixeira. Eles foram colegas na preparação para faculdade de Engenharia.

Quando estudei no Rio de Janeiro, no Colégio Interno Assunção, fugia das aulas de acordeom para encontrá-lo - ele era líder da União Nacional dos Estudantes, a famosa UNE, e tinha passagens gratuitas para reunião com outras lideranças no Rio.

Luciano se hospedava na casa do tio e, com poucos recursos, sempre fazia de um tudo para me ver em Santa Teresa. Em uma dessas fugidas, a madre superiora descobriu e eu tive que mostrar as cartas que trocávamos para provar a intenção de compromisso dele para comigo.

No ano da sua formatura, ficamos noivos. Já com casamento marcado, Luciano foi convidado para trabalhar em Salvador, mas seu primeiro salário só sairia depois do nosso casamento.

Como estávamos apaixonados e decididos, eu me preparei, fazendo uma poupança para o enxoval. Mas o dinheiro rendeu até para pagar nossa lua de mel. Até hoje, ele afirma: “mais de 56 anos de casados e ainda não consegui pagar essa dívida”.

De Salvador, Luciano seguiu para Jequié, convidado pelo então governador baiano Lomanto Júnior, padrinho da nossa primeira filha, Alda Cecília.

Aí sim, já com moradia, despesas e carro pagos pela empresa.

Sempre visionário, ao retornar para Aracaju, juntou-se aos meus irmãos em sociedade com a Norcon.

Meu marido é um touro para o trabalho. Aliás, sempre foi. Depois de dois anos, rompeu a sociedade com Luiz e Tarcísio e seguiu em carreira solo, fundando a Construtora Celi.

Mesmo com a capacidade de gestão que ele tem, não foi fácil recomeçar. Mas eu estive ao lado dele incondicionalmente e, com meu apoio, carinho, amor e muitas orações, vencemos.

Grávida da filha de Ana Cecília, tomei a decisão de segui-lo e hoje faria tudo novamente. Luciano é o tipo que nunca se dá por vencido e começou a empresa com uma pequena mesa, um telefone e um fusca - assim foi o começo de nossa jornada de luta.

Com o nascimento de Luciano Júnior, meu marido criou ainda mais disposição para os negócios, acreditando na sucessão por parte do filho.

Quando fomos acometidos por sua partida, vi um homem fragilizado, mas nunca deixei de acreditar em sua força de resiliência.

Ele mantém a memória de nosso filho viva com investimentos próprios no Instituto Luciano Barreto Junior, fundação que leva o nome de Junior e que vai continuar formando jovens vulneráveis quando nós também não estivermos aqui, porque é sempre isso que pedimos aos netos.

Aos 80 anos, uma nova fase chega para Luciano. Além das filhas prontas para continuar o legado incansável de seu trabalho, ele não hesita, em nenhum momento, na orientação dos netos mais velhos.

Luciano Neto e Wagner Júnior seguem em seus negócios próprios, mas com o olhar experiente do avô. As netas Maria Celi e Ana Celi retornaram dos estudos em São Paulo e a partir de agora vão se somar ao time da Construtora Celi, orgulho absoluto deste homem chamado trabalho e dedicação.

Para o neto João Manoel, meu marido dedica atenção especial. Com paciência e sempre aberto à aprender com suas diferenças, ele nunca se nega ao convívio da rotina de João.

Com um acidente grave recentemente do nosso neto caçula Dudu, Luciano apoia minha filha Alda na recuperação do filho, e com palavras fortes e de carinho alimenta esperança de toda família.

E ainda tem Lucianinho, nosso bisneto amado, que faz com que ele volte à brincar como um menino, aproveitando todos os momentos ao lado dele, como fez com nossos filhos e com todos os netos.

Luciano é agregador, com disposição imensurável para conhecer e estar com gente. Ele é o responsável por receber pessoas que vão se somando à nossa família - não só os genros, mas os namorados da netas e as namoradas dos netos que vão se unindo aos nossos.

Falar do Luciano Barreto empresário, patriarca da família, amigo, companheiro e exemplo, é falar de um grande homem. De um guerreiro e lutador pelos seus propósitos e pelos propósitos do segmento em que atua.

O lema desse meu querido marido é “humildade, austeridade e trabalho”. Que ele receba mais luz e mais bênçãos em seus 80 anos.

[*] É esposa e empresária.

 

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